quarta-feira, 11 de maio de 2016

Tai prefeito e vereadores, a situação da VALE



Vale pretende vender até US$ 15 bi em ativos até 2017
Mineradora adota a estratégia para contrabalançar a queda do preço do minério de ferro e para reduzir seu endividamento
10/05/2016 às 17:58 - Atualizado em 10/05/2016 às 17:58


 Detalhes do plano foram apresentados a investidores nesta terça, em Miami(Divulgação Vale/VEJA)


A Vale pretende vender até 15 bilhões de dólares em ativos no biênio 2016-2017, entre operações essenciais e não-essenciais. A mineradora trabalha para contrabalançar os baixos preços do minério de ferro - seu principal produto - e sua grande dívida.

Em apresentação feita a investidores em Miami nesta terça-feira e publicada em seu site na internet, a empresa reduziu a expectativa de vendas de ativos não-essenciais para um intervalo entre 4 bilhões e 5 bilhões de dólares, neste ano. A previsão feita no início do ano era de venda de até 5,5 bilhões de dólares.

A mudança ocorreu no mesmo dia em que a empresa anunciou o encerramento sem sucesso das negociações com a norueguesa Norsk Hydro para venda de sua participação de 40% na Mineração Rio do Norte (MRN), produtora de bauxita no Brasil. Segundo a Vale, ambas as companhias "não conseguiram concordar com os termos comerciais".

Os valores das negociações não chegaram a ser publicados, e a MRN foi retirada da lista de venda de ativos pela Vale. Outro tópico que saiu da lista foi a intenção de vender ativos de fertilizantes. A mineradora não apresentou motivos.

A lista da Vale de vendas de ativos não-essenciais inclui navios e negócios de energia e carvão. Para chegar aos 15 bilhões, a companhia avalia também transações potenciais de ativos essenciais de 10 bilhões de dólares.

A empresa não apresentou detalhes sobre potenciais vendas, mas, em declarações recentes, o presidente da mineradora, Murilo Ferreira, afirmou que não havia restrições sobre quais os ativos essenciais que podem ser vendidos.
(Com Reuters)