sábado, 20 de maio de 2017

Como todo politico...



Temer diz que "jamais solicitou pagamentos para obter silêncio de Cunha"


  • Brasília
Da Agência Brasil*
A Presidência da República divulgou nota na noite desta quarta-feira (17) na qual informa que o presidente Michel Temer "jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha", que está preso em Curitiba, na Operação Lava Jato. 

A nota diz que o presidente "não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar."

De acordo com a Presidência, o encontro com o dono do grupo JBS, Joesley Batista, foi no começo de março, no Palácio do Jaburu. "Não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República".

O comunicado diz ainda que Temer "defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos e que venham a ser comprovados."

No início da noite, o jornal O Globo publicou reportagem, segundo a qual, em encontro gravado, em aúdio, pelo empresário Joesley Batista, Temer teria sugerido que se mantivesse pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e ao doleiro Lúcio Funaro para que esses ficassem em silêncio. Batista, conforme a reportagem, firmou delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) e entregou gravações sobre as denúncias. Segundo o jornal, ainda não há cionfirmação de que a delaçãodo empresário tenha sido homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Temer estave reunido hoje com governadores da Região Nordeste. O encontro terminou às 19h50. O presidente, então, iniciou uma reunião com os ministros Antonio Imbassahy, da Secretaria de Governo; Eliseu Padilha, da Casa Civil; Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência da República, após a divulgação da reportagem. Também estiveram presentes assessores da Secretaria de Comunicação da Presidência. A nota do Planalto foi enviada à imprensa cerca de uma hora e meia após o início da reunião no terceiro andar do Planalto, onde fica o gabinete de Temer.

Por volta das 21h, cerca de 50 manifestantes se reuniram em frente ao Palácio do Planalto com buzinas para protestar contra o presidente. A Polícia Militar reforçou a segurança no local.

Congresso
As sessões da Câmara dos Deputados e do Senado foram suspensas depois da divulgação da reportagem. 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), encerrou a sessão que analisava medidas provisórias (MPs) que trancam a pauta da Casa, sem concluir a votação da MP 755/16, que trata dos repasses de recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) a estados e municípios. Maia disse que “não havia mais clima para a continuidade dos trabalhos”. Ele saiu apressadamente, falando ao telefone, e admitiu que as denúncias são graves. 

Após a divulgação da reportagem, o líder do PSOL, Glauber Braga (RJ), foi à tribuna. “Acaba de sair uma revelação, a notícia de uma gravação onde [o presidente] Michel Temer dá orientações para manter Eduardo Cunha calado na unidade prisional em que se encontra”, disse Braga, e deputados da oposição passaram a gritar palavras de ordem pedindo a saída de Temer.

O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) informou que protocolou um pedido de impeachment de Temer. “As denúncias mostram um comportamento incompatível com a função de presidente, com o decoro do cargo. [...] Não há outra saída para o presidente [da Câmara] Rodrigo Maia a não ser receber esse pedido.”

Depois o deputado JHC (PSB-AL) protocolou um segundo pedido de impeachment contra o presidente. No documento, o deputado diz que a denúncia contra Temer revela "sua total ausência de condições mínimas para liderar o país rumo à saída da maior crise econômica de sua história".

Os deputados disseram que vão obstruir as votações enquanto o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), não colocar para deliberação do colegiado uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de autoria do deputado Miro Teixeira (REDE-RJ), que prevê eleições diretas para a Presidência da República, caso o presidente Michel Temer seja cassado ou renuncie ao mandato.

Segundo o líder da minoria, José Guimarães (PT-CE), os partidos de oposição vão trabalhar em três direções: a renúncia, "que deixaria o país mais tranquilo, com a convocação de novas eleições", o impeachment e a realização de novas eleições.

De acordo com a reportagem, outra gravação da delação de Batista diz que o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), teria pedido R$ 2 milhões ao empresário. O dinheiro teria sido entregue a um primo de Aécio. A entrega foi registrada em vídeo pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que o montante foi depositado numa empresa do senador Zezé Perrella (PSDB-MG). 

O líder do DEM, Efraim Filho (PB), disse que as denúncias são graves e que precisam ser analisadas de forma serena. “É preciso buscar, de forma rápida, respostas para a sociedade brasileira”, disse. "A investigação dos fatos irá dizer se houve qualquer infração à Constituição. Em se configurando qualquer infração à Constituição, o rito tem que ser seguido como foi com a presidente Dilma, de impedimento.”

Outro lado
Em nota, a assessoria de Aécio Neves disse que o senador "está absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos. No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público. O senador aguarda ter acesso ao conjunto das informações para prestar todos os esclarecimentos necessários".

O senador Zezé Perrella publicou uma mensagem em seu Twitter por volta das 22h50 de hoje em que diz que nunca conversou com Wesley Batista, não conhece ninguém do grupo Friboi (uma das marcas da JBS) e que nunca recebeu, “oficial ou extraoficial”, nenhuma doação da empresa. “Estou absolutamente tranquilo”, disse o senador, que acrescentou que espera que todos os citados na matéria de O Globo tenham a oportunidade de esclarecer sua participação. “O sigilo das minhas empresas citadas, dos meus filhos estão absolutamente à disposição da Justiça, onde ficará comprovado que eu não tenho nada a ver com essa história”, disse Perrella.

A assessoria do deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) informou que o deputado está em Nova York, onde proferiu palestra sobre a política brasileira a um grupo de investidores internacionais. Rocha Loures tem retorno programado para amanhã. Em seu retorno, o deputado deverá se inteirar e esclarecer os fatos divulgados. De acordo com o jornal O Globo, o deputado foi indicado por Temer como interlocutor para solucionar um problema da JBS. Posteriormente, Rocha Loures teria sido filmado recebendo R$ 500 mil.

Íntegra da nota da Presidência da República
"O presidente Michel Temer jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar.

O encontro com o empresário Joesley Batista ocorreu no começo de março, no Palácio do Jaburu, mas não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República.

O presidente defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos que venham a ser comprovados."
Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República
*Reportagem de Marcelo Brandão, Iolando Lourenço, Ivan Richard Esposito  e Luciano Nascimento

Edição: Carolina Pimentel

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Prefeitos se unem pela Saúde



CONSORCIO INTERMUNICIPAL DE SAÚDE

PREFEITOS, NÓS DA EXCLUSIVA CONSULTORIA torcemos para que não fiquem apenas nesta foto. Somos mineradores, precisamos pensar no futuro. Precisamos de união e senso comum.



Conversava tempos atrás com um eminente advogado de políticos sobre a “necessidade” dos municípios da região s e organizassem em consórcios intermunicipais. Em diversas áreas, especialmente a saúde. Evitariam a sobrecarga de serviços, distribuiriam melhor seus custeios, aproximariam as câmaras municipais e a gestão em prol de uma região. Só benefícios e crescimento. Esse advogado me alertou para algo não pensado: não tem cultura ou vontade para isso. Vivemos numa região atrasada em que os interesses pessoais e imediatos sobrepõem a qualquer logica ou economicidade. Resolvi não discutir

Vendo essa carta de intenções e toda a burocracia, gasto, mexida politica e protelações, entendo o advogado. Intermunicipalidade não é política apenas, é gestão.
 
As populações estão carentes e sofrendo, os mandatos duram apenas  quatro anos e ponto, nem dá tempo para se construir algo realmente solido e dignificante. A carta de intenções para o consorcio desfrutar do enorme e dispendioso hospital construído com recursos unicamente da prefeitura de Parauapebas, ao longo de dez anos começa com uma grande injustiça: recebe o nome do seu pior gestor, Evaldo. Quem iniciou tudo, sem conhecimento, sem humildade, com os erros grassos e grosseiros como costuma ser a gestão desta cidade.




Apostamos nos consórcios e há décadas lutamos, sugerimos e escrevemos sobre a democracia, a co-gestão e a ação dos conelhos podem destacar sua conveniência e acertos. Espero sinceramente que as duas “comissões” autoritariamente nomeadas não esqueçam os Conselhos Municipais de saúde das três cidades envolvidas. Eu começaria por pedir um parecer técnico e social justamten desses conselhos, antes de quaqleur ação.

Mas quem serão os componentes dessas comissões? Iletrados políticos ou afiados técnicos? Quando serão divulgados seus nomes e plano de trabalho? A carta de intenç~eos é general e se torna inquientante a falta de prazos, metas. O tempo urge
Mas parabéns aos três prefeitos. Talvez estejamos no limiar de uma nova era para a gestão pública do sul do Pará. Talvez.



quinta-feira, 27 de abril de 2017

Brasil, tres povos, uma nação. Hoje ameaçada pela direita cega



Indígenas promovem novo ato na Esplanada e entregam documento a autoridades

  • 27/04/2017 17h03
  • Brasília
Paulo Victor Chagas - Repórter da Agência Brasil

 Índios do Acampamento Terra Livre fazem nova manifestação na Esplanada dos Ministérios José Cruz/AgenciaBrasil

Considerada a maior mobilização dos povos indígenas dos últimos anos, o Acampamento Terra Livre promove nesta quinta-feira (27) mais um ato na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para entregar um documento às autoridades pedindo a adoção de medidas para defender o direito das etnias.

Endereçado aos Três Poderes da República, o texto faz críticas a projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional que violam os direitos dessa população. As lideranças ainda condenam ações do governo federal e o sucateamento de órgãos como a Fundação Nacional do Índio (Funai).

Saiba Mais
De acordo com representantes do movimento, mais de 4 mil pessoas participam da edição deste ano, "a maior da história". Desde o início, a mobilização foi planejada e está sendo mediada por representantes das forças policiais para evitar episódios como o ocorrido na última terça-feira, quando indígenas que prostestavam no gramado em frente ao Congresso Nacional foram contidos por agentes. Em frente ao Congresso, grades de metal foram instaladas para evitar que manifestantes se aproximem da entrada do prédio.

A manifestação começou pouco antes das 16h e percorreu um dos sentidos da Esplanada, em direção ao Congresso Nacional. O objetivo é protocolar o documento nos ministérios da Justiça, Educação, Meio Ambiente e Saúde. Neste último, três lideranças entraram no prédio, acompanhadas de agentes da Polícia Militar, para entregar as reivindicações, classificadas pelos indígenas de "denúncia" à sociedade brasileira e à comunidade internacional.

Uma reunião de 12 lideranças indígenas com os ministros da Justiça, Osmar Serraglio, e da Casa Civil, Eliseu Padilha estava marcada para as 17h. No entanto, o grupo preferiu apenas protocolar o documento e não irá se encontrar com os ministros.

Brasília - Índios do Acampamento Terra Livre fazem nova manifestação na Esplanada dos Ministérios (José Cruz/Agência Brasil)
Edição: Amanda Cieglinski