segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Mais quatro anos de trevas



SEGUNDO
MANDATO
A VISTA

“... quem me compra um jardim com flores?
Borboletas de muitas cores, lavadeiras e passarinhos
Ovos verdes e azuis nos ninhos?
Quem me compra este caracol?
Quem me compra um raio de sol?...
Leilão de Jardim, Cecilia Meirelles













Sinais indicam que o grupo no poder, à frente Valmir da Integral nem se preocupam mais com a reeleição, certa que esta. Listam mais de duzentas obras e preparam atentados aos dois únicos concorrentes de fato, Darci Lermen e Marcelo Catalão.

Atentados estes que estão em curso, conversas reservadas dão como certa que, se não houver atração, serão destruídas as candidaturas das possíveis ameaças. Os demais serão negociados, os gurus do gabinete garantem a cooptação.

Agrupar e cooptar, sorriem da movimentação às cegas da tal oposição. 

Mas Valmir esquece que tem culpa no cartório. Todas as investigações contra si e seu desgoverno ainda estão em curso, importantes testemunhas foram ignoradas e não pode haver blindagem que garanta hoje a segurança necessária a uma reeleição, mesmo quando este candidato tem nas mãos um cheque de 1,085 bilhão, 300 milhões de dólares.

Não podem esquecer que as obras de verdade mesmo foram iniciadas  pelo principal adversário e quando se busca obras desta gestão a decepção é muito grande. Terá que usar o artificio da Bel Mesquita quando entrou e cuidou da imagem de Chico das Cortinas, destruindo todas as  referencias e assumindo a inauguração das obras herdadas. Depois não precisou fazer mais nada, a não ser festas.

Agravam-se as denuncias contra esta gestão, justamente nas festividades do carnaval. Mais uma vez usou-se organização de fachada e laranjas para repasse de recursos para as festividades. É costume e comum o repasse de recursos a grupos fantasmas em todas as gestões, principalmente nesta, que parece optar pelo errado, pelo grotesco ou pelo desafio aberto as autoridades, a lei e aos costumes.

A coisa publica para Valmir e seu grupo não tem valor algum. É surpreendente a postura das autoridades coatoras, num silencio incomodante e perturbador.

Mas o prefeito avisa que será reeleito, já esta tudo conversado e acertado. As garantias são tantas e explicitas que já esta em campanha, “nas ruas”, sem medo de represálias e gritarias, sem grilos de rejeição.

O cerimonial esta montando para o show, o espetáculo desgraçado da corrupção, do jeitinho e do ajeitamento cínico e acobertado por quem deveria desnudar e repreender. As massas silenciosas e oprimidas tendem a dizer sim, que será assim, porque sabem que será assim, como “massa” que são. 

A única via de deserção esta vedada: o voto é obrigatório.