domingo, 6 de novembro de 2016

Porque as equipes de transição são fundamentais

TRANSIÇÃO!
Transição?
Vemos preocupados mais uma vez o grupo vencedor das eleições não se posicionar ou preparar para seus trabalhos frente a gestão do município em 2017. É assim todos os anos eleitorais. Sabemos de antemão como serão os próximos quatro anos. Ninguém nos ouve.












É desconfortável demais que como consultor e profundo conhecedor das variantes e variáveis que fazem de uma cidade sucesso ou fracasso, assistir a tranquilidade de como uma gestão vai para a cesta de lixo. E não está sendo diferente esse ano. Darci venceu as eleições e desperdiça como da outra vez, a limitadíssima vantagem obtida agora.

Essa gestão vencida quando nos contratou, já tinham perdido 720 dias, em apenas três meses. O momento não é de festejar ou descanso, é de trabalho. Muito trabalho.

Nunca tivemos numa situação dessas: desemprego estrutural, esgotamento da mina de ferro, preços baixos do minério, desanimo total, fim de um ciclo. A cidade precisa de criatividade e força de enfrentamento se quiser sobreviver. 

E num ambiente novo e hostil: Marabá com o derrocamento do Pedral do Lourenço, se tornando porto fluvial mais a implantação de duas siderúrgicas, duplicação da PA 155, saída para Goiás e já contando com estruturado polo de educação e seguindo. Canaã dos Carajás com o início de produção do S11D e exportações, construção da PA 151, ligando-a diretamente ao Tocantins e a construção de uma megacidade planejada em parceria com chineses, ambas sugando todas as possibilidades de Parauapebas, engessada há trinta anos a espera dos royalties da VALE.

O pior, é que não temos lideranças ou pessoas com força nas tripas necessárias para o enfrentamento. Vamos nos diluir, nos tornar líquidos ou melhor, já estamos em plena decadência e não temos um plano ou sonhos de nos manter.

É esse o cenário da transição ignorada e tardia. Valmir ficou quatro anos sem prestar contas, sem dar a mínima para a Câmara dos Vereadores. Soube apenas fustiga-los. Não vai arrumar a casa em noventa dias.


E não falei em saúde, transporte, educação, invasões, segurança.