sexta-feira, 24 de julho de 2015

Seria uma atitude de honra, talvez o último gesto de uma gestão moribunda.

PORQUE O PREFEITO
NÃO RENUNCIA?

A atitude  covarde e totalmente incompetente do prefeito Valmir da Integral esta levando Parauapebas ao limite moral, politico, social e econômico. Ainda ontem éramos uma comunidade confiante e em crescimento. Nossos indicadores econômicos eram robustos e estávamos orgulhosos do nosso trabalho. Nunca ligamos para as ações criminosas e fúteis de Bel Mesquita ou Darci Lermen que ficaram milionários com nossos recursos. Darci até fala ainda em ser prefeito novamente, mas suas contas ainda não estão aprovadas. Apenas as de 2004 já passaram pelo crivo da Câmara, os exercícios restantes estão no Tribunal de Contas do municipio, esperando correção  e pareceres. Grande parte das dividas herdadas por Valmir, foram deixadas por ele. Não será candidato esta prevaricando. Fora Darci.  Fora Valmir. Impeachment já!



Mas as ações e oportunismo de Darci não tem nada a ver com as praticas imorais desta gestão. Um prefeito que já foi empresário, líder de uma grande empresa certificada dominar uma gestão destrambelhada, incompetente e que se farta com recursos publicos é de amargar. A continuidade das praticas criminosas, alertado pela mídia local e por termos acesso as mesmas  nos ensinam que mesmo depois de iniciado investigações, busca e apreensão de documentos, o MPE e a justiça estadual ainda tem fortes e impositivas limitações. Sabemos que a justiça tem seu próprio tempo, mas quando vemos em outras cidades até mesmo aqui do Pará, a celeridade e a pouca coisa que fazem prefeitos perderem seus postos e sua liberdade é realmente de se estranhar e perguntar se o governador, patrocinado em sua ultima campanha eleitoral por Valmir da Integral, não esteja intervindo e dificultando a celeridade da justiça.

O que seria um péssimo e deplorável exemplo, haja visto o rápido desdobramento da maior operação anticorrupção do pais- a Lava Jato. Muito dos meliantes de lá já foram apenados, por crimes muito menores dos que os praticados aqui – estimo que esta quadrilha instalada no Morro dos Ventos, já tenha desviado, por baixo, uns 500 milhões de reais.

Para se ter uma ideia desses valores, basta saber que mesmo no marasmo em que se encontra Parauapebas, apenas neste exercício fiscal, a arrecadação da prefeitura já chegou em espetaculares R$579.047.456,14. Isto mesmo, quase R$600 milhões de reais. E nesta crise, prestem atenção.

Perguntamos sempre onde foram parar os quase 3 bilhões arrecadados em 2013 e 2014? O que temos aqui que justifique a aplicação desse valor? Ninguém consegue ver nada, há um paradeiro generalizado na cidade.

A demora na conclusão dos inquéritos apenas funciona como uma permissiva para a continuidade dos golpes e roubos. Mas cada um no seu tempo, e o tempo da justiça é lento, cuidados, precisa de provas irrefutáveis. Construído por políticos safados nosso país os protege espetacularmente.

O segredo é dar tempo para cumprir o mandado, afinal foi o povo quem escolheu. Pergunto, para que então investigar? Se pode cumprir o mandato primeiro. Nosso caso revela um senhor de quase setenta anos, próximo a imputabilidade constitucional, fazendo o que quer pensando apenas nele e jamais os seus filhos e herdeiros que vão sobreviver. Ele não estará mais aqui. É o seu cenário.

São quase dois anos da primeira operação da PF, em função das denuncias da Educação. Nem temos noticia da conclusão do inquérito. Ninguém se manifesta. Não adianta  juiz ou autoridade pedir que Valmir tire sua filha da Secretaria de Planejamento. Ela não  vai obedecer ninguém, mesmo porque ele e sua turma acreditam no poder do Jatene e do Mauro Santos.

Desviado a chuva para a horta da Câmara o executivo parece acomodado, acredita na impunidade e aumenta a voltagem de sua ação desabonadora contra a sociedade. Nem a aparente imobilidade de Parauapebas incomoda as autoridades. Estas compras de terrenos e posterior doação é uma estratégia de roubo interessante. A cidade tem seu estoque de terras e ainda assim  joga nosso dinheiro fora doando terrenos para SESI e VALE. É um absurdo, quando deveria ser o contrario. Mas a sociedade não se manifesta. Estão todos em silencio.


Estamos novamente a mercê de ajuda externa. Não amadurecemos ainda como cidade. Até quando?

terça-feira, 26 de maio de 2015

Como foi armado a compra dos ônibus da Central de Parauapebas


O TRANSPORTE PÚBLICO DE PARAUAPEBAS É DESCASO COM A POPULAÇÃO


CORRUPÇÃO, DESCASO E HUMILHAÇÃO.
Como um grupo de motoristas dominam o sistema de transporte publico na cidade mais rica do Pará. Intimidação, partilha de poder, sonegação de troco, sonegação fiscal sob manto de trabalho cooperativo, corrupção na compra de ônibus, toda sorte de malandragem, cartel e irresponsabilidades. E tudo com o aval e confiança do prefeito Valmir da Integral.

  


O governo VALMIR DA INTEGRAL continua aprontando das suas. A frota de ônibus verdes que vai dominar a paisagem urbana chega sob o manto da suspeição. Primeiro precisa explicar como uma, duas, três cooperativas, se apossam de algo que a lei preconiza ser licitado abertamente. Nunca foi. Estes infelizes e inconsequentes vanzeiros nunca permitiram, sob intimidação, qualquer tipo de concorrência na cidade. Uniram a ponto de conseguirem de Valmir, a promessa de entregar o transporte urbano a eles e ainda, obter ajuda oficial – Banco da Amazônia, garantindo documentalmente a reserva ilegal para estes motoristas. Acontece que este sistema de transporte e estes profissionais são odiados pela população. As rotas das vans são desenhadas visando apenas a maximização do lucro deles, nunca pensando nos seus passageiros que são torturados, assassinados e humilhados cotidianamente por esta tropa miserável.

Com os ônibus circulando, finalmente com rotas e linhas, não atende nem 40% da demanda de transporte popular. Se não fossem as motos e os veículos particulares, estaria Parauapebas numa situação de calamidade publica.

E o formato da central jamais vai funcionar de fato. São 236 proprietários, que investiram dinheiro, tempo e recursos, além de esperança para ver o sistema funcionando. E como erraram. Em primeiro lugar não há tanto passageiro assim. Na ausência dos estudos balizadores de origem e destino e de fluxo veicular, formam rotas às escuras, apenas na vivencia cotidiana de cada um. Não dão fluxo ao sistema por desconhece-lo. Faltou ação publica, privatizando o transporte coletivo de maneira totalmente ilegal. E há decisão judicial para licitar o transporte. Mas o prefeito, “dono da lei e da ordem locais” simplesmente sonega.

Mas a central de cooperativas não vai bem e jamais irá. A frota foi comprada as pressas, de forma particular e com corrupção. Dos 120 veículos chegaram apenas 60, ao custo total de 18 milhões de reais. Tirando o percentual do advogado, que embolsou cerca de 2 milhões de comissão e a OCB que levou seu percentual equivalente a 280 mil, ficaram o restante para pagar a frota. Não deu para o total ou sequer a metade do planejado pelos próprios cooperados.

E tudo feito as cegas, sem estudos, sem analises, sem fluxo de caixa ou plano de negócios. O advogado prometeu obter o financiamento sem as garantias reais e não conseguiu. Foi necessário a quitação de um terreno para oferecer em garantia. Não se conseguiu a garantia mínima do COOPERFAT – 3 anos e TJLP mais 12%. Fizeram um péssimo negocio, com carência de apenas seis meses.

E compraram ônibus Volari. Um veiculo desenhado para pequenas distancias intermunicipais, que não aguentam o trafego pesado do  pára e anda de cidade. A frota foi na sua totalidade adaptada para transportar deficientes, aumentando sobremaneira o peso dos veículos e sua funcionalidade. Seus motores já apresentam ruídos estranhos. Não fizeram a primeira revisão de fábrica. Ainda, o ar condicionado aumenta o consumo de combustível.

O pior, o sistema de bilhetagem foi contratado de duas empresas. Não funciona a contento. Estão perdendo dinheiro com os passageiros que não tem cartão ou não querem tê-lo. Os motoristas cobram e entregam se quiser por não ter um sistema de controle. A preocupação  e a insatisfação crescem em conjunto com a visão de que a maioria esta ferrada. O presidente é autoritário e tem autorização especial para não consultar nenhum dos associados quando comprar.

E fez a pior compra. Os micro ônibus Mercedes são muito melhores, mais baratos e próprios para trafego urbano.

Não sabem como pagar, haja visto terem feito negocio num momento de expressiva queda da população, da utilização de transporte coletivo e de falta de dinheiro na cidade. Correm o  risco de atrasarem prestações e mesmo de perderem os veículos.
Quanto a manutenção, limpeza e conservação da frota, tudo isto esta entregue ao destino. São feios e sujos o interior, com vários veículos circulando completamente lotados. A população esta raivosa, os associados nem todos estão felizes.

E para piorar ainda mais as coisas, a passagem urbana de Parauapebas elevou-se para R$2,70 mais cara que a passagem da capital. Todos estão irados. Não sabemos qual será o desfecho.


Sempre fomos pela licitação nacional para resolver o problema do transporte coletivo de Parauapebas. Mas na capital das máfias e da corrupção, vence quem oferecer mais “re$sultado”.

domingo, 26 de abril de 2015

A agonia de Parauapebas, capital mundial do minério de ferro

Parauapebas é um caso de paciente terminal

FALÊNCIA MÚLTIPLA DE ÓRGÃOS
Como uma cidade promissora perde o amanha.




O impasse na Câmara dos Vereadores de Parauapebas parece não ter fim. Enquanto esperamos os órgãos de controle social aportarem nesta cidade, assistimos diariamente um jogo surreal, maluco, inconformante.

Depois do factoide de afastamento do prefeito e seu enfrentamento a Câmara, dividindo-a, lançando seus pares contra outros, temos agora o envio sistemático de projetos e leis e um grupo contra o outro – a população no meio.
Optou-se por um perde-perde e seguimos em frente. A produção da mina de ferro de Carajás continua a todo vapor. Mas sua mercadoria antes vendida a 120 dólares a tonelada caiu para menos de 60 dólares. A massa de trabalhadores que antes compravam de tudo, desapareceu há dois anos e não tem bilhete de volta. A cada dia vemos mais e mais amigos partirem.
Os investimentos entraram em decadência. Todas as obras iniciadas pela prefeitura em 2014 se encontram paradas. A receita  publica estagnou e decai desde agosto 2013. O cenário é tão preocupante que tememos pelo orçamento da saúde e da educação. Os gastos mal feitos comprometem a própria existência do desenvolvimento alcançado ate então.

O desemprego é a constante. Trabalhadores renitentes deslocam-se até Canaã. O S11D, um projeto que a VALE já deveria ter parado, continua nos sonhos de quem não quer partir: tem seus lotes, casas e familiares estabelecidas e enraizadas aqui. Ainda apegados a uma possível permanência numa terra que foi prometida. Logo verão que não há mais trabalho para todos. Ali é apenas indicação cerrada.  Não há uma demanda para tantos trabalhadores. Muitos voltam desiludidos. Outros voltam revoltados.
Os crimes violentos tornam-se recorrentes. É normal em fins de semana ou feriados prolongados, ocorrerem de seis a oito mortes terríveis. Trânsito e acertos de contas. A policia, naturalmente corrupta e naturalmente incompetente nada pode fazer e nem sabe o que fazer. Não  há preventiva, inteligência, nada. Semana passada prenderam dois rapazes negros de 16 e 19 anos com sete pedras de crack.  Prendeu o mais velho por trafico. Imaginem, mesmo com as orientações de Brasília, 7 pedras ser trafico é um absurdo, com 19 anos, negro e pobre. Como pode ser traficante. Mas esta preso, cumpre o “flagrante”. Quando digo falta de inteligência nesta crise, falo da cela, a comida, a conta de água e luz com mais este pobre ali contido apenas aumenta a demanda por mais verbas publicas.

Assim, as empresas loteadoras – as incorporadoras que fizeram o que quiseram para ampliar a área urbana – começam a jogar a toalha e demitir. A Buriti ordenou corte de 80% do seu pessoal. A VALE mineradora enfrentou uma paralização de três dias. Suas reduções e cortes incomodam seus funcionários, recordistas de produção e produtividade.

As grandes lojas estão vazias. Grandes supermercados e lojas – ainda acreditando em premissas e estudos falsos sobre a cidade aportam aqui para perderem dinheiro e se decepcionarem. Não há mais vida saudável em Parauapebas.
Enquanto isto, prefeito e vereadores fazem seu jogo de morte: inviabilizam o futuro e a possível solução para a cidade, enquanto é tempo. Parecem não entender que enfrentamos uma crise terminal. Sem médicos, remédios ou possibilidade de tratamento. Quem viver, verá.


terça-feira, 10 de março de 2015

Valmir da Integral deposto ou porque Lulu Bergantim...



Porque Lulu Bergantim
não atravessou o Rubicon



Comparando...
Com este texto iniciei as analises do governo Valmir da Integral. Era o retrato e feitio de Lulu Bergantim. Não imagina que minhas criticas e observações acertaria tanto. Erros colossais, truculência, desrespeito a lei, falta de governança. Na verdade imaginava sim, conheço Valmir há mais de 20 anos. Double face e manipulador deparou finalmente com gente mais esperta, menos sensível e se ferrou, deu nisso ai: mais dois anos perdidos para nossa cidade. E num momento critico, em que cruzam os erros e faltas da VALE e nossos erros. Precisamos frear agora a loucura em exportar cada vez mais e mais minério, mesmo com seu preço aviltado. Precisamos repensar o destino da cidade. Um distrito industrial sustentável, um melhor aproveitamento da reserva florestal, uma gestão competente e de futuro juntamente com lideres capacitados e decididos e enfrentar uma nova realidade para nos. Valmir foi vencido pela inercia, pela incapacidade, pelos grupos de poder (leiam ANALISE DE PODER, publicado) e interesses mesquinhos que infestaram seu governo.  Diferentemente do amalucado Lulu Bergantim, o titubeante Valmir da Integral vai embora sem deixar saudades, derrotado pela sua própria inépcia e covardia. Sugado pelos diletos secretários mentirosos e de fachada e por seus entes próximos e queridos, com quem dividia  sua intimidade, ele se vai com seus  sonhos e com a possibilidade de redenção perdidos para sempre. Agora são novos tempos, precisamos deixar Lulu, ou Valmir retornar para seu ostracismo e a partir de então, cuidarmos para não permitir novos Lulus ou Valmir se tornarem tão poderosos. Podem nos deixar a ver navios...






Lulu Bergantim veio de longe, fez dois discursos, explicou por que não atravessou o Rubicon, coisa que ninguém entendeu, expediu dois socos na Tomada da Bastilha, o que também ninguém entendeu, entrou na política e foi eleito na ponta dos votos de Curralzinho Novo. No dia da posse, depois dos dobrados da Banda Carlos Gomes e dos versos atirados no rosto de Lulu Bergantim pela professora Andrelina Tupinambá, o novo prefeito de Curralzinho sacou do paletó na vista de todo mundo, arregaçou as mangas e disse:
— Já falaram, já comeram biscoitinhos de araruta e licor de jenipapo. Agora é trabalhar!

E sem mais aquela, atravessou a sala da posse, ganhou a porta e caiu de enxada nos matos que infestavam a Rua do Cais. O povo, de boca aberta, não lembrava em cem anos de ter acontecido um prefeito desse porte. Cajuca Viana, presidente da Câmara de Vereadores, para não ficar por baixo, pegou também no instrumento e foi concorrer com Lulu Bergantim nos trabalhos de limpeza. Com pouco mais, toda a cidade de Curralzinho estava no pau da enxada. Era um enxadar de possessos! Até a professora Andrelina Tupinambá, de óculos, entrou no serviço de faxina. E assim, de limpeza em limpeza, as ruas de Curralzinho ficaram novinhas em folha, saltando na ponta das pedras. E uma tarde, de brocha na mão, Lulu caiu em trabalho de caiação. Era assobiando "O teu-cabelo-não-nega, mulata, porque-és-mulata-na-cor" que o ilustre sujeito público comandava as brochas de sua jurisdição. Lambuzada de cal, Curralzinho pulava nos sapatos, branquinha mais que asa de anjo. E de melhoria em melhoria, a cidade foi andando na frente dos safanões de Lulu Bergantim. Às vezes, na sacada do casarão da prefeitura, Lulu ameaçava: 
 —Ou vai ou racha!

E uma noite, trepado no coreto da Praça das Acácias, gritou:
—Agora a gente vai fazer serviço de tatu!

O povo todo, uma picareta só, começou a esburacar ruas e becos de modo a deixar passar encanamento de água. Em um quarto de ano Curralzinho já gozava, como dizia cheio de vírgulas e crases o Sentinela Municipal do "salutar benefício do chamado precioso líquido". Por força de uma proposta de Cazuza Militão, dentista prático e grão-mestre da Loja Maçônica José Bonifácio, fizeram correr o pires da subscrição de modo a montar Lulu Bergantim em forma de estátua, na Praça das Acácias. E andava o bronze no meio do trabalho de fundição quando Lulu Bergantim, de repente, resolveu deixar o ofício de prefeito. Correu todo mundo com pedidos e apelações. O promotor público Belinho Santos fez discurso. E discurso fez, com a faixa de provedor-mor da Santa Casa no peito, o Major Penelão de Aguiar. E Lulu firme:
— Não abro mão! Vou embora para Ponte Nova. Já remeti telegrama avisativo de minha chegada. 

Em verdade Lulu Bergantim não foi por conta própria. Vieram buscar Lulu em viagem especial, uma vez que era fugido do Hospício Santa Isabel de Inhangapi de Lavras. Na despedida de Lulu Bergantim pingava tristeza dos olhos e dos telhados de Curralzinho Novo. E ao dobrar a última rua da cidade, estendeu o braço e afirmou:
— Por essas e por outras é que não atravessei o Rubicon! 

Lulu foi embora embarcado em nunca-mais. Sua estátua ficou no melhor pedestal da Praça das Acácias. Lulu em mangas de camisa, de enxada na mão. Para sempre, Lulu Bergantim.

José Cândido de Carvalho (1914 -1989), foi jornalista, contista e romancista. Vida premiada e espetacular, citado.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

os diamantes que estão sob as solas dos pés...

Estudo de especialistas confirma impactos da mineração no país

Atividade gera um conjunto de consequências ambientais e socioeconômicas

Vereadores, os cuidados para com o rápido enriquecimento talvez os faça esquecer do curto espaço de tempo que terão por aqui. Nesta legislatura destacou-se o G5, motivo de grande honra e respeito para todos  nos que acreditamos em evolução, responsabilidade e liderança sustentável. Os indecisos e os apoiadores da dissidia alcunhado por Valmir da Integral, nem deveriam estar por esta casa. Mas estão e votam. A todos nosso apelo para a salvação. do Planeta, de nossas vidas. Não podemos permitir com uma legislação frouxa e insustentável, continuar permitindo o saque de nossos riquezas minerais. leis locais precisam ser discutidas e protegido nosso em torno. precisamos trazer a tona QUE AS MINERADORAS TEM OBRIGAÇÃO DE NEGOCIAR COM OS AFETADOS POR SUA DEPREDAÇÃO UMA LICENÇA SOCIAL COMPENSATÓRIA. ESTA É A NOVA PAUTA!

Segundo ele, em muitos países, além de uma licença ambiental, se exige que a atividade mineradora  negocie previamente uma licença social com a população do território onde pretende se instalar.


As consequências da devastação promovida pela VALE e seus prefeitos corruptos é muito mais grave no estado do Pará, território livre e sem lei. Os crimes acontecem a  luz do dia e nada é resolvido. Com um governador perdido em si, inconsequente - Simão Jatene e sua troupe, incluindo ai Valmir da Integral – hoje com iguais poderes ou até maiores que o próprio Jatene – prefeito de Parauapebas, a rica província mineral do  Carajás brilha com seu faturamento de 7,2 bilhões de dólares num único exercício fiscal. O superávit ultrapassa os bilhões haja visto a cidade não ter hospitais, esgoto correndo a céu aberto, prostituição infantil, sendo a 6º cidade mais violenta do pais, com uma população de apenas 180 mil habitantes. Não tem energia elétrica, internet, maquina de hemodiálise, hemocentro ou qualquer outro aparato de proteção ou cuidado com as pessoas que vieram para cá em busca de um sonho patrocinado pela VALE. A DEVASTAÇÃO DE QUE FALAMOS pega a todos e a tudo: arvores, mata, bichos, gente. Honra, moral, esperança, fé. Vemos diariamente um maracanã ser transferido de local, do complexo e inexplorado ecossistema de ganga para as praias e portos a 20 mil km de distancia, centro da Ásia, China. É muita loucura, é um desvario global. Assistimos calados e oprimidos porque o governo brasileiro é sócio da VALE e a tudo patrocina. Não temos como lutar, as forças são demasiado desiguais. Mas podemos ler e pensar o que publica a imprensa. E nos espelharmos nas entrelinhas e fazer de nossa, a mensagem.

Durante os últimos três anos, pesquisadores do Centro de Tecnologia Mineral (CEFEM) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação estudaram 105 territórios em 22 estados brasileiros que sofreram impactos da mineração, e confirmaram que a extração de minerais é uma atividade “extremamente impactante nas regiões onde está instalada". A atividade gera "um conjunto de consequências ambientais e socioeconômicas”, de acordo com o pesquisador do CEFEM, Francisco Rego Chaves Fernandes.

A pesquisa resultou no livro “Recursos Minerais e Comunidade: impactos humanos, socioambientais e econômicos”, que pode ser baixado na internet para consulta na página do CEFEM (www.cetem.gov.br). Francisco Fernandes  relatou que as consequências são verificáveis em termos de queixas das populações, danos à flora, à fauna e à água e poeira no ar.

Doutor em Engenharia Mineral, Fernandes explica que uma das questões ambientais  mais complicadas nos territórios de mineração diz respeito à água, pois “o reuso da água ainda é um sonho e as práticas de sustentabilidade estão muito atrasadas”. Ele lembrou que o Brasil depende hoje de um modelo exportador que gera riqueza e reservas importantes para o país mas, ao mesmo tempo, os territórios acabam sendo fragmentados com isso. “Há um conflito muito grande porque o país tem muitas áreas sensíveis, como as áreas indígenas, de populações tradicionais como os quilombolas e áreas de preservação ambiental, o que resulta em muitas queixas”.

Fernandes destacou o papel importante desempenhado pelo Ministério Público Federal (MPF), que tem exigido que as mineradoras se comportem o mais possível dentro de boas práticas sustentáveis. “Mas esse é um caminho muito longo. A impressão que dá é que somos muito permissivos com isso”. Segundo ele, em muitos países, além de uma licença ambiental, se exige que a atividade mineradora  negocie previamente uma licença social com a população do território onde pretende se instalar.

Há no Brasil,   conforme Fernandes, “uma licença ambiental pouco fiscalizada e bastante frouxa e nenhuma licença social, e a mineração parece ter predominância sobre tudo e sobre todos”. O resultado apresenta, de um lado, montanhas de dólares e de outro, cidades inchadas como Carajás, no Pará, principal empreendimento minerador brasileiro, que em dez anos viu a sua população crescer 300%, indicou.  Em contrapartida, os serviços de infraestrutura, entre os quais se destaca o saneamento básico, são precários, afirma o pesquisador.
Um abuso  detectado em territórios indígenas são os garimpeiros que entram para pegar ouro e diamantes e os assoreamentos provocados nos rios por materiais para uso imediato da construção civil. A produção é de baixíssimo teor de ouro, porque uma tonelada de terra tem apenas  um grama de ouro. “Isso é feito com água, com produtos químicos”, segundo Fernandes.
De acordo com o estudo, estão em funcionamento no país 3 mil minas e 9 mil mineradoras, além de uma centena de garimpos legais e clandestinos. O setor mineral emprega cerca de 200 mil trabalhadores e responde por 4% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma dos bens e serviços fabricados no país. Os investimentos programados pelo setor somam US$ 75 bilhões entre 2012 e 2016.

O estudo aponta que os estados com maiores problemas são Minas Gerais e Pará, “porque são os maiores estados produtores de substâncias minerais metálicas, como ouro, zinco, chumbo, minério de ferro, bauxita, que é o minério do alumínio, cujos problemas são mais complicados”.

Fernandes acredita que o estudo poderá servir de subsídio ao Congresso Nacional para a votação do marco mineral brasileiro: “É importante quando a gente mostra os impactos socioeconômicos da mineração”. Ele levanta questões como empobrecimento, aumento da prostituição e, em alguns casos, trabalho infantil em regiões mais longínquas, como Marabá (PA), onde crianças e jovens, na faixa de 12 a 14 anos, são colocados para trabalhar  com carvão vegetal para produção de ferro gusa. Sem falar nos impactos ambientais, com destaque para poluição da água, assoreamento dos rios, desmatamento, erosão, mudança da paisagem do solo, danos à flora e à fauna.

Segundo o pesquisador, o estudo pode subsidiar também o MP, associações e movimentos sociais que tratam dessas questões, e caminhar  para casos de sucesso, que seriam acordos  entre mineradoras e comunidades afetadas para que a atividade fosse sustentável ou controlável.

Nesse sentido, salientou o acordo firmado entre a empresa Alcoa e a população ribeirinha do município de Juruti (PA), após intenso conflito. A mineradora investiu US$ 1 bilhão no empreendimento e a  contrapartida para os moradores somou US$ 40 milhões, sob a forma de escolas, hospital e ações de empreendedorismo, que criaram  uma economia local que gera renda e emprego na própria região.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

destruindo de forma terminal e constante, Valmir da Integral declara ódio a Parauapebas

O FIM DE UMA RICA CIDADE
PROFETAS NADA FAZEM. PROFETIZAM. CONSULTORES ESTUDAM O PRESENTE, O CONSTROEM CENARIOS E ALERTAM. FAZEM PLANOS, REALIZAM. FAZEM AMIGOS OU INIMIGOS.
Se continuarmos apenas olhando as ações oriundas do Morro dos Ventos, logo bombas de sal e loucura desceram sobre as casas, destruindo a cidade. Valmir perdeu o rumo há tempos. Decisões tresloucadas, imperícia, ações desconexas, desgoverno. A oposição precisa dar as caras e se levantar. Medidas impeditivas físicas se fazem necessárias. Temos que partir para o empate, embate. Parar as obras fraudadas, impedir a devastação ambiental, tomar a mídia e o ambiente politico. Somos pessoas e cidadãos e merecemos respeito.  O MPE, a Policia Civil, o Tribunal de Contas, o Judiciário de Parauapebas nos devem explicações e justificativas para tanta inanição e silencio. Não são apenas evidencias, são fatos. Valmir da Integral já é o politico mais processado do Pará. Perde até para Jader Barbalho. O silencio dos bons é aceitação tácita para crimes de toda sorte, desvios, corrupção. Há muito o prefeito foi dominado e é voz vencida nesta gestão. Não podemos respeitar grupos inescrupulosos que se fartam com nossos recursos. Um levante da sociedade em geral e da oposição, em especial num amplo e forte apoio às ações do G5 (Arenes, Bruno, Charles, Eliene e Pavão),  e do  G9 (Ângela Pereira, Cláudio Almeida, Marcelo Catalão, Jonas, Coutinho, Paulo Souza, Chico das Cortinas, Lindolfo, Massud, Claudio, Leonice, Marden, Cassio Flausino, Dílson e outros) visando o afastamento desse grupo de poder e do seu líder Valmir da Integral se fazem urgente. E já esta em movimento diversas ações e formas de denuncias, todas legitimas numa sociedade democrática. Fora Valmir é posicionamento, é salvação.
Não como profeta de plantão. Não e jamais como sabe tudo. Ou mesmo como vidente ou precursor. Invejamos estas habilidades mas não podemos exerce-las. Porque temos a modelagem de dados como divisor de águas e compressor de verdades. E salve, temos a internet para submeter nossas ideias, conhecimentos e “previsões” a todos para depois do fato não sairmos alardeando que sabíamos disso, que isto não iria acontecer e etc. e tal, como oráculos gregos. Sem fundamento, sem a possibilidade da discordância, sem o debate. Prévio.
Nisso somos vitoriosos. Previmos. Alertamos. Oferecemos e fomos contratados para consultoria por este governo. Na encruzilhada do processo fomos abortados pelos “sábios de plantão” e desgraçadamente esta dando o que deu. Passamos a ser ignorados pelo executivo que alardeava que, para manter nosso trabalho, precisaria dispensar todos os outros “secretários”. E deveria ter dispensado mesmo, hoje estaria em melhor situação.
Oferecemos a solução para abortar o desdobramento do caso Giza. Juliana não queria se comprometer. Não sabia ela que já estava profundamente comprometida quando recontratou os farsantes que atuaram com a Giza, dando  o mesmo poder de antes,  mantendo o esquema que desdobrou na primeira incursão  da Policia Federal a uma gestão corrente em Parauapebas. Não executa planejamento como todas as secretarias. Valmir onipresente e onipotente, não permite, não autoriza e quando anda, não paga. Da o cano. O pior é que todos acham que estão fazendo um excelente trabalho. Não estão, nem de longe fazendo 1% do que deveriam. Não temos uma estrutura para gestão nesta prefeitura. Tudo foi sucateado por Bel Mesquita e Darci Lermen, também sobre sua santa arrogância e “sabedoria”. Um dia serão presos pelos crimes que cometeram.
Há setores nesta prefeitura que nem computadores possuem. Os técnicos esforçados levam seus computadores e o leva de volta para casa, todos os dias. Combustível em seus veículos, nem pensar. E mesmo veículos para fiscalização das obras não existem. Não há repositórios de projetos, o sistema de destruição de água teve orçamento superestimado e foram incapazes de prever o andamento e termino das obras. Porque falo? Porque fui consultor do gabinete e do SAAEP até pouco tempo atrás, meados de agosto/setembro. Tenho todas as informações estratégicas da gestão atual e que, por inercia e por incapacidade paralisante, não mudarão, mesmo porque não há mais tempo.  
O desnível da equipe, o improviso, a irresponsabilidade e arrogância assustam o mais tímido dos porteiros. São  os ditos profissionais do troco, produzem unicamente em cima do que surrupiar. Não há projetos em andamento. A crise da licitação é culpa direta da incapacidade gerencial de Valmir da Integral. Ao manter o PT no mesmo local que Darci deixou ou assumir como conselheiros principais Glaucia e Vanterlor, assumiu o antigo, o velho. Eram figuras chave na gestão anterior e nas mesmas posições. Valmir é vitima de um golpe perverso, covarde e cínico. Vanterlor e Glaucia, ambos direcionam toda a loucura e possibilidades de desvios e insucesso neste governo. E não tem como mudar este curso, a inercia das relações selaram o destino da utilidade, do bom senso e da vergonha na cara nesta outrora rica província.
Num outro front Valmir teve que engolir Gesmar Rosa, Hamilton Ribeiro e Cláudio Almeida. Até agora o grande vencedor tem sido Gesmar, porque os outros são passado e estão comprometidos. Até sua assessoria de comunicação se revelou incapaz e incompetente. Na licitação da agencia, acabou vencedora a favorita do gestor. Distribuiu promessas e pegou procurações de todos. Feriu o edital ao fazer passar sua favorita e prometeu distribuir o bolo. Não cumpriu. Consumiu a verba em pouco tempo, mesmo porque havia “muito” o que pagar. O que devolver. O que distribuir. Patrocinou uma campanha racista, contraria ao estatuto da igualdade racial e ao bom senso. Uma propaganda ufanista e antiga, onde até o bordão é inadequado diante de tanta loucura: desenvolvimento com responsabilidade. Parece e é piada de terceira. De qual responsabilidade estaríamos falando? Num conserto de malucos, responsabilidade é roubar, distribuir senhas, prometer, fazer planos mirabolantes (alguém esqueceu ai o projeto Parauapebas 500 mil?). Erros, apenas erros.
Desenvolvemos, eu e Valmir um plano de trabalho de médio prazo. Percebemos a tomada do seu governo por grupos de poder e os identificamos. Produzimos um calhamaço de 200 paginas de gráficos, razões e analise sob a luz de Herbert Marcuse, Diderot, Mikhail Bakunin, Jean-Jacques Rousseau, Émile Durkheim e principalmente Noam Chomsky. Usamos a estatística e a interpelação de grupos. O prefeito é engenheiro, dai sua vazão louca por obras e obras, não importa o orçamento e a arrecadação. Identificamos o grupo dos 6 – secretários e afins que ocupavam cargos chaves e estavam conduzindo o governo. Este trabalho vai sair agora pela Bookess Editora, e estará a disposição na internet e poderão ter acesso as entranhas dessa loucura chamada governo Valmir da Integral.
Na primeira reunião de trabalho, demonstramos a curva de tempo do mandato. Naquele momento, abril de 2013, Valmir havia consumido 740 dias, ou seja, a metade do seu mandato. Era urgente drásticas mudanças, tirar pessoal do gabinete, trocar dos cargos de comando todo o pessoal do PT e afins, contratar profissionais, compor um grupo de apoio a decisão, instituir a Secretaria de Gestão, se afastar da câmara, executar o orçamento com a ampliação da Comissão de Licitação tornando-a multinível e com planejamento de curto e médio prazo, monitorado sua execução diária através de salas de situação dentro e próximo ao gabinete.
Um software de gestão, usado em todos os tribunais de contas sérios do país – e estranhamente o tribunal de contas do Pará não utiliza nenhum software, e até pela presidência da república seria instalado  e treinado o pessoal, automatizando uma serie de procedimentos burocráticos e devoradores de tempo. A maior parte da licitação seria automatizada, assim como contratações, estoque de recursos e planejamento. A execução orçamentaria se daria em paralelo a contabilidade e sua aplicação na gestão, evitando propinas e atrasos na prestação de contas e na divulgação obrigatória no portal da transparência. A folha de pagamento seria licitada e o banco com melhor proposta administrativa, inclusive com adiantamentos de contingência, evitando o endividamento legal da prefeitura.

A administração da limpeza urbana, a saúde, a educação, teria nas salas de situação  e na ação líder dos conselhos, uma autonomia técnica de alto nível, antecipando ao social e a todos as demandas que as hesitações da administração acabam atrasando e criando gargalos desnecessários.
Pedimos neste ato a demissão do Dr. Romulo, de Vanterlor, de Dário Veloso e de uma dúzia de “agentes do mal” que sabíamos, iria e estavam travando o processo administrativo e estavam se preparando para tomar o poder de uma ou de outra forma. As reuniões de secretários, que apenas expunham a ignorância do prefeito seriam eliminadas e substituídas por reuniões de trabalho – exclusivamente com secretarias afins e com temas suplementares. Reuniões de trabalho, como em qualquer empresa que preste contas aos seus acionistas e financiadores – neste caso , o povo.
Emanado de um planejamento fortemente centralizado no gabinete, os secretários cumpririam  ações  e metas, com a licitação e a procuradoria – uma procuradoria de verdade, de pareceres administrativos e jurídicos (quando necessários) sendo disparados em consonante restrita com a licitação. Os processos teriam inicio e conclusão sob a gestão do  gabinete, trabalhando, usando o tempo a seu favor.

Assistimos em recorrentes situações, Marconi travando as compras, elencando apenas as do seu interesse e que lhe fornecesse recursos. Valmir foi traído. Odilon teve brigas homéricas com este procurador, quando lutou para o programa do Karate não definhar, inclusive suplantando ordens diretas de Valmir. As visitas ao gabinete seriam encerradas, com  o prefeito reunindo com as comunidades que seriam instruídas para colaborar e fiscalizar, tendo acesso mensal para reunião de avaliação e desenvolvimento. Órgãos sociais, como ACIP, CDL, Sindicatos, associações formariam um conselho aberto, com acesso ao gabinete. Ou melhor, abririam suas reuniões para o prefeito e seus agentes quando necessário. Uma gestão técnica e democrática, como eu e Valmir pensamos lá em 1996, quando planejamos este momento especial – um governo de empresários desenvolvimentistas. Naquele momento Valmir era odiado pelos seus pares. Ninguém vendia um tubo de cola para a Integral.
E tivemos a um passo de implementar esta gestão. Um passo, que culminou com a intervenção do próprio Valmir na questão do lixo – determinando a USIMIG como empresa que substituiria a CLEAN, dando um prejuízo de 6,5 milhões  a SAPEGEL, que já tinha contratado 450 pessoas, adquirido estes caminhões que hoje circulam, entregues a Hamilton Ribeiro e agora locados ilegalmente e demais equipamento. Marconi deu dois pareceres, um favorável, outro contra. Hoje sabemos de onde partiu a decisão final e todo este imbróglio que estamos assistindo e sentindo na pele.
Os crimes da saúde, da educação, da assistência social, da assessoria de comunicação, da secretaria de planejamento, do grupo da secretaria de finanças, da procuradoria, de obras – sob Dário e Queiroga, os contratos fraudulentos, as licitações viciadas, as obras de fachada, as opções por utilizar verbas locais em detrimento de verbas publicas, o papel de cada um no grande esquema montado, primeiro a revelia de Valmir, depois tragando-o para seu centro, acompanhamos tudo. Sabemos onde esta cada esquema, cada lucro  pessoal e indevido com a desgraça das massas.
Assustado fiquei quando vi a submissão  de Valmir ao  sistema. Partindo de dentro de sua própria casa era uma péssima surpresa e um entendimento cruel. Desse não haveria escapatório e a cidade inteira teria que pagar a conta amarga.
Responsável porque fez escolhas e desenvolveu caminhos impossíveis. Responsável porque trocou momentos pessoais por soluções de milhares. Não estava preparado para os percalços e armadilhas, não poderia liderar. Valmir da Integral cometeu os  últimos pecados de sua vida. Trocou sua possibilidade de redenção por momentos lúbricos e pessoais. Não pode ser perdoado. Assumiu o que não deveria. A inocência e desconhecimento tem limites. Cometeu crimes com e por os seus. Nesse cenário não haveria espaço para um trabalho serio e consequente.
As idas e vindas de Valmir a Belém eram apenas para sistematizar a pirataria. Mauro Santos e toda sua  armação canalha seduziu o governo para as mesmas armadilhas que tantos prefeitos paraenses nela mergulharam. Vão pagar, a gestão publica hoje é caso de policia por culpa de tantos advogados que se fazem de especialistas levando aos executivos falsas e impossíveis promessas de blindagem, de caminhos escusos e depois pulam fora com os bolsos cheios. Não sei se teremos um dia investigação da OAB ou da PF quanto a estes profissionais. Acredito que num primeiro tempo – uns 20-30 anos, os executivos despreparados irão pagar sozinhos. Valmir não sabia que, caso fosse preso, seus conselheiros, procuradores ou advogados não o acompanhariam. Assustou, mas se entregou mais.
Com uma maquina insana para sucatear os cofres de Parauapebas estruturada e azeitada, assistimos nestes dois anos toda sorte de golpe. Perdeu-se muito dinheiro e se consumiu tempo demais. É assustador perguntar quem pagou as despesas do helicóptero que buscou Valmir para Belém, na campanha do Jatene. Como foram entregues e por quem as malas e malas de dinheiro que daqui saíram para a campanha do PSD nacional e estadual? A cidade não aguentou. Prova disso é a quebradeira geral, fornecedores há 6 meses sem receber, prestadores de serviços como eu, com serviço entregue e sem a possibilidade de receber pela pratica ilegal e criminosa dessa gestão de tomar serviços sem a cobertura orçamentária. Aliás, orçamento é palavra desconhecida pela trupe. E limites legais. E respeito com a coisa publica. Poderiam planejar o saque ilegal e faze-lo aos poucos. Mas a pressa foi tamanha, talvez para aproveitar a inocência do velho, talvez fosse a pressa do próprio velho, o empresário Valmir da Integral.
Mais grave ainda são  as denuncias do  Marconi, piloto do avião que teria levado Valmir e amigos em voo de saúde, ambulância aérea mas na verdade fraudando o sistema, não haviam doentes, apenas um pequeno grupo numa viagem particular. Assusta. Fico pensando como um homem, com a vivencia desse prefeito permite tantas loucuras em seu  nome. Como falava para Chico das Cortinas la atrás, em 1992: quatro anos são quatro dias, quando se tem o poder. É precário. É passageiro. É para servir.
O novo grupo que vai se instalar quando da cassação desse, precisa fazer a lição de casa. Precisa aplicar um planejamento prévio e seguir a lei.