segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Ainda nao é a vez de Parauapebas

HAVIA UM NORTE
GERENCIAL













Valmir tem que se lembrar desse tempo. E desses sonhos e possibilidades. Enterradas por um bando de loucos incompetentes. Que praticamente destruiu a cidade. Que jamais viveu o que estamos vivendo: investigação, policial, busca de documentos, denuncias. Queda de vereadores, queda e prisão de aliados. O certo foi ser oposição e ficar afastado de tanta maluquice. Até agora sobrou apenas para os aliados e apoiadores. Todo este prejuízo foi contra quem ajudou Valmir nestes quase 3 anos. Mas vejam como foi o começo...




segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Desviar o foco da crise para a Câmara dos Vereadores, foi como o executivo conseguiu vencer os últimos meses.

SOBRE O CINISMO

DO PREFEITO VALMIR DA INTEGRAL E SEU BANDO








A sociedade e a opinião pública precisam se posicionar e se informar sobre  a tragédia em curso na cidade. Tentam desviar para a Câmara dos Vereadores toda a tragédia que se abate sobre Parauapebas. Esta tragédia foi trazida com a eleição de Valmir da Integral e seu bando: crimes de toda ordem foram se tornando corriqueiros. Corrupção em larga escala – estimo que foram para o ralo 600 milhões, valores significativos mesmo frente a operação Lava-Jato. Há rumores que autoridades estão mancomunadas e se percebe que há um  e$forço  violento no sentido de acalmar as coisas, manter um mandato que já não lhes pertence. Os vereadores foram corrompidos pelo  prefeito na maior parte das vezes. Vejam a compra dos terrenos e da casa dos vereadores. A gestão do Josineto cometeu os mesmos erros da gestão do  Ivanaldo Braz. As mesmas, tudo continuou como antes. Braz esta comprometido com sua mulher, a ácida secretaria de Habitação, Maquivalda. É tanta merda que a justiça não poderá fechar os olhos. Quem ajudar a esconder as evidencias dos crimes, será cúmplice. Não são um ou dois que sabem de tudo. É o próprio Ministério Público, Estadual e federal. É o próprio Ministério da Saúde, da Educação. É a Policia Federal. A mesma policia que esta prendendo grandes empresários que jamais pensaram em ser afastados de suas empresas e serem privados de liberdade. Somos nós, os cidadão que acompanham as peripécias de Gilmar, de Maquivalda, de Kesia, Mauro Santos, Wellington Valente, Queiroga, Zoênio, Rômulo, Leudicy, Mendes, Juliana e tantos outros ratos menores. JUSTIÇA JÁ! FORA VALMIR DA INTEGRAL! FORA DARCI LERMEN! 









Noticias recorrentes discutiam a renuncia de Valmir da Integral. Nunca acreditei porque sei de sua resiliência. A execração pública do juiz da cidade e da Justiça do Estado do Pará em curso é humilhante. Autoridades do judiciário passaram a aconselhar Valmir da Integral, é o que dizem. Recomendam que ele tire sua filha, Flavinha, do comando da Comissão de Licitação e da chefia da Secretaria de Planejamento. Há decisão judicial para a retirada da jovem do comando de tão importantes pastas para seu pai. Corrupção e desmandos, acinte e desrespeito claros a ordem da justiça que já decidiu, há cerda de um ano, pela demissão da moça.

Valmir jamais vai obedecer este ou aquele, ainda mais se garantiram sua não saída do poder – apesar de todos os crimes cometidos, documentados e provados. Como podem ver abaixo, imagens da compra pela prefeitura de terreno do vereador Major da Mactra e da casa de Devanir Lopes. Vejam por si.






Agora veja na lei orgânica, a proibição de tais negociatas.



Inconcebível que os vereadores Odilon Rocha, Arenes e Josineto tenham sido presos preventivamente e Valmir da Integral, mesmo com a quantidade de provas apreendidas não. É a justiça do Para funcionando do seu modo: por diferença de capacidade de pagamento. Valmir deveria ter sido afastado e assim evitado a precarização dos serviços da cidade e o estrago causado desde a primeira ação e principalmente com o assassinato covarde do Dr. Jakson. Nunca vamos entender o tempo da justiça ou o papel de um juiz que conversa com vereadores e prefeito e que, por sua formação e conhecimento sabe quem merece proteção é o povo, que vota, que paga impostos e que trabalha para sustentar e enriquecer políticos de meia pataca.

Valmir e seu bando, Mendes à frente, se locupletam com recursos que pertencem a todos nós. Há crimes diversos cometidos, há provas, há investigação. Porque será que Valmir esta sendo protegido? E declaradamente protegido? Quais acordos estão em andamento para que ele não caia, não ceda um lugar que ele não soube e não merece ocupar?

Porque autoridades estão decidindo favorável ao crime, justamente o que deveriam combater. Diriam, não há coerência na justiça brasileira. E nem podem ser coerentes pois as relações de poder e pessoais valem mais que a constituição e a justiça. Não há lei escrita que prevaleça sobre os interesses pessoais dos  homens.

Podemos acreditar. Mas que a justiça esta devendo em relação aos desmandos de Parauapebas, esta. Valmir da Integral não pode e não merece ainda esta a frente de um governo complexo e milionário como este. Ultrapassou todos os limites. O que ainda o salva é sua pele de carneiro. Sendo o lobo perverso e sanguinário que é, enquanto  habitar a pele do manso carneiro, chorão, covarde em frente as autoridades para depois, ao despi-la gozar e rir dos incautos, se dará bem.
Acorde interlocutores de Valmir da Integral! É ele o chefe do bando que hoje assola e destrói Parauapebas.

Acorde governador e judiciário. É Valmir da Integral quem esta no comando. Para quem tem futuro ou cargo vitalício Valmir não merece a hesitação, a espera, o prazo. E nem tão  pouco o apadrinhamento, a desculpa, o vamos deixar para depois. Ele vai recorrentemente, como esta fazendo agora com todos, sejam juízes, procuradores, advogados e como fez comigo a vida  inteira, enganar, se fazer de vítima, iludir. Todos estão sendo enganados por uma pessoa que esconde sob a pele que habita o monstro. São quase 3 anos de erros e crimes. Veja o caso da empresa de projetos, já sob investigação.


A ideia de atacar a câmara para proteger Valmir não funciona mais. Estão todos sendo vacinados. NÃO são apenas amadores que estão na lide: há profissionais competentes de lá e de cá.  

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Seria uma atitude de honra, talvez o último gesto de uma gestão moribunda.

PORQUE O PREFEITO
NÃO RENUNCIA?

A atitude  covarde e totalmente incompetente do prefeito Valmir da Integral esta levando Parauapebas ao limite moral, politico, social e econômico. Ainda ontem éramos uma comunidade confiante e em crescimento. Nossos indicadores econômicos eram robustos e estávamos orgulhosos do nosso trabalho. Nunca ligamos para as ações criminosas e fúteis de Bel Mesquita ou Darci Lermen que ficaram milionários com nossos recursos. Darci até fala ainda em ser prefeito novamente, mas suas contas ainda não estão aprovadas. Apenas as de 2004 já passaram pelo crivo da Câmara, os exercícios restantes estão no Tribunal de Contas do municipio, esperando correção  e pareceres. Grande parte das dividas herdadas por Valmir, foram deixadas por ele. Não será candidato esta prevaricando. Fora Darci.  Fora Valmir. Impeachment já!



Mas as ações e oportunismo de Darci não tem nada a ver com as praticas imorais desta gestão. Um prefeito que já foi empresário, líder de uma grande empresa certificada dominar uma gestão destrambelhada, incompetente e que se farta com recursos publicos é de amargar. A continuidade das praticas criminosas, alertado pela mídia local e por termos acesso as mesmas  nos ensinam que mesmo depois de iniciado investigações, busca e apreensão de documentos, o MPE e a justiça estadual ainda tem fortes e impositivas limitações. Sabemos que a justiça tem seu próprio tempo, mas quando vemos em outras cidades até mesmo aqui do Pará, a celeridade e a pouca coisa que fazem prefeitos perderem seus postos e sua liberdade é realmente de se estranhar e perguntar se o governador, patrocinado em sua ultima campanha eleitoral por Valmir da Integral, não esteja intervindo e dificultando a celeridade da justiça.

O que seria um péssimo e deplorável exemplo, haja visto o rápido desdobramento da maior operação anticorrupção do pais- a Lava Jato. Muito dos meliantes de lá já foram apenados, por crimes muito menores dos que os praticados aqui – estimo que esta quadrilha instalada no Morro dos Ventos, já tenha desviado, por baixo, uns 500 milhões de reais.

Para se ter uma ideia desses valores, basta saber que mesmo no marasmo em que se encontra Parauapebas, apenas neste exercício fiscal, a arrecadação da prefeitura já chegou em espetaculares R$579.047.456,14. Isto mesmo, quase R$600 milhões de reais. E nesta crise, prestem atenção.

Perguntamos sempre onde foram parar os quase 3 bilhões arrecadados em 2013 e 2014? O que temos aqui que justifique a aplicação desse valor? Ninguém consegue ver nada, há um paradeiro generalizado na cidade.

A demora na conclusão dos inquéritos apenas funciona como uma permissiva para a continuidade dos golpes e roubos. Mas cada um no seu tempo, e o tempo da justiça é lento, cuidados, precisa de provas irrefutáveis. Construído por políticos safados nosso país os protege espetacularmente.

O segredo é dar tempo para cumprir o mandado, afinal foi o povo quem escolheu. Pergunto, para que então investigar? Se pode cumprir o mandato primeiro. Nosso caso revela um senhor de quase setenta anos, próximo a imputabilidade constitucional, fazendo o que quer pensando apenas nele e jamais os seus filhos e herdeiros que vão sobreviver. Ele não estará mais aqui. É o seu cenário.

São quase dois anos da primeira operação da PF, em função das denuncias da Educação. Nem temos noticia da conclusão do inquérito. Ninguém se manifesta. Não adianta  juiz ou autoridade pedir que Valmir tire sua filha da Secretaria de Planejamento. Ela não  vai obedecer ninguém, mesmo porque ele e sua turma acreditam no poder do Jatene e do Mauro Santos.

Desviado a chuva para a horta da Câmara o executivo parece acomodado, acredita na impunidade e aumenta a voltagem de sua ação desabonadora contra a sociedade. Nem a aparente imobilidade de Parauapebas incomoda as autoridades. Estas compras de terrenos e posterior doação é uma estratégia de roubo interessante. A cidade tem seu estoque de terras e ainda assim  joga nosso dinheiro fora doando terrenos para SESI e VALE. É um absurdo, quando deveria ser o contrario. Mas a sociedade não se manifesta. Estão todos em silencio.


Estamos novamente a mercê de ajuda externa. Não amadurecemos ainda como cidade. Até quando?

terça-feira, 26 de maio de 2015

Como foi armado a compra dos ônibus da Central de Parauapebas


O TRANSPORTE PÚBLICO DE PARAUAPEBAS É DESCASO COM A POPULAÇÃO


CORRUPÇÃO, DESCASO E HUMILHAÇÃO.
Como um grupo de motoristas dominam o sistema de transporte publico na cidade mais rica do Pará. Intimidação, partilha de poder, sonegação de troco, sonegação fiscal sob manto de trabalho cooperativo, corrupção na compra de ônibus, toda sorte de malandragem, cartel e irresponsabilidades. E tudo com o aval e confiança do prefeito Valmir da Integral.

  


O governo VALMIR DA INTEGRAL continua aprontando das suas. A frota de ônibus verdes que vai dominar a paisagem urbana chega sob o manto da suspeição. Primeiro precisa explicar como uma, duas, três cooperativas, se apossam de algo que a lei preconiza ser licitado abertamente. Nunca foi. Estes infelizes e inconsequentes vanzeiros nunca permitiram, sob intimidação, qualquer tipo de concorrência na cidade. Uniram a ponto de conseguirem de Valmir, a promessa de entregar o transporte urbano a eles e ainda, obter ajuda oficial – Banco da Amazônia, garantindo documentalmente a reserva ilegal para estes motoristas. Acontece que este sistema de transporte e estes profissionais são odiados pela população. As rotas das vans são desenhadas visando apenas a maximização do lucro deles, nunca pensando nos seus passageiros que são torturados, assassinados e humilhados cotidianamente por esta tropa miserável.

Com os ônibus circulando, finalmente com rotas e linhas, não atende nem 40% da demanda de transporte popular. Se não fossem as motos e os veículos particulares, estaria Parauapebas numa situação de calamidade publica.

E o formato da central jamais vai funcionar de fato. São 236 proprietários, que investiram dinheiro, tempo e recursos, além de esperança para ver o sistema funcionando. E como erraram. Em primeiro lugar não há tanto passageiro assim. Na ausência dos estudos balizadores de origem e destino e de fluxo veicular, formam rotas às escuras, apenas na vivencia cotidiana de cada um. Não dão fluxo ao sistema por desconhece-lo. Faltou ação publica, privatizando o transporte coletivo de maneira totalmente ilegal. E há decisão judicial para licitar o transporte. Mas o prefeito, “dono da lei e da ordem locais” simplesmente sonega.

Mas a central de cooperativas não vai bem e jamais irá. A frota foi comprada as pressas, de forma particular e com corrupção. Dos 120 veículos chegaram apenas 60, ao custo total de 18 milhões de reais. Tirando o percentual do advogado, que embolsou cerca de 2 milhões de comissão e a OCB que levou seu percentual equivalente a 280 mil, ficaram o restante para pagar a frota. Não deu para o total ou sequer a metade do planejado pelos próprios cooperados.

E tudo feito as cegas, sem estudos, sem analises, sem fluxo de caixa ou plano de negócios. O advogado prometeu obter o financiamento sem as garantias reais e não conseguiu. Foi necessário a quitação de um terreno para oferecer em garantia. Não se conseguiu a garantia mínima do COOPERFAT – 3 anos e TJLP mais 12%. Fizeram um péssimo negocio, com carência de apenas seis meses.

E compraram ônibus Volari. Um veiculo desenhado para pequenas distancias intermunicipais, que não aguentam o trafego pesado do  pára e anda de cidade. A frota foi na sua totalidade adaptada para transportar deficientes, aumentando sobremaneira o peso dos veículos e sua funcionalidade. Seus motores já apresentam ruídos estranhos. Não fizeram a primeira revisão de fábrica. Ainda, o ar condicionado aumenta o consumo de combustível.

O pior, o sistema de bilhetagem foi contratado de duas empresas. Não funciona a contento. Estão perdendo dinheiro com os passageiros que não tem cartão ou não querem tê-lo. Os motoristas cobram e entregam se quiser por não ter um sistema de controle. A preocupação  e a insatisfação crescem em conjunto com a visão de que a maioria esta ferrada. O presidente é autoritário e tem autorização especial para não consultar nenhum dos associados quando comprar.

E fez a pior compra. Os micro ônibus Mercedes são muito melhores, mais baratos e próprios para trafego urbano.

Não sabem como pagar, haja visto terem feito negocio num momento de expressiva queda da população, da utilização de transporte coletivo e de falta de dinheiro na cidade. Correm o  risco de atrasarem prestações e mesmo de perderem os veículos.
Quanto a manutenção, limpeza e conservação da frota, tudo isto esta entregue ao destino. São feios e sujos o interior, com vários veículos circulando completamente lotados. A população esta raivosa, os associados nem todos estão felizes.

E para piorar ainda mais as coisas, a passagem urbana de Parauapebas elevou-se para R$2,70 mais cara que a passagem da capital. Todos estão irados. Não sabemos qual será o desfecho.


Sempre fomos pela licitação nacional para resolver o problema do transporte coletivo de Parauapebas. Mas na capital das máfias e da corrupção, vence quem oferecer mais “re$sultado”.

domingo, 26 de abril de 2015

A agonia de Parauapebas, capital mundial do minério de ferro

Parauapebas é um caso de paciente terminal

FALÊNCIA MÚLTIPLA DE ÓRGÃOS
Como uma cidade promissora perde o amanha.




O impasse na Câmara dos Vereadores de Parauapebas parece não ter fim. Enquanto esperamos os órgãos de controle social aportarem nesta cidade, assistimos diariamente um jogo surreal, maluco, inconformante.

Depois do factoide de afastamento do prefeito e seu enfrentamento a Câmara, dividindo-a, lançando seus pares contra outros, temos agora o envio sistemático de projetos e leis e um grupo contra o outro – a população no meio.
Optou-se por um perde-perde e seguimos em frente. A produção da mina de ferro de Carajás continua a todo vapor. Mas sua mercadoria antes vendida a 120 dólares a tonelada caiu para menos de 60 dólares. A massa de trabalhadores que antes compravam de tudo, desapareceu há dois anos e não tem bilhete de volta. A cada dia vemos mais e mais amigos partirem.
Os investimentos entraram em decadência. Todas as obras iniciadas pela prefeitura em 2014 se encontram paradas. A receita  publica estagnou e decai desde agosto 2013. O cenário é tão preocupante que tememos pelo orçamento da saúde e da educação. Os gastos mal feitos comprometem a própria existência do desenvolvimento alcançado ate então.

O desemprego é a constante. Trabalhadores renitentes deslocam-se até Canaã. O S11D, um projeto que a VALE já deveria ter parado, continua nos sonhos de quem não quer partir: tem seus lotes, casas e familiares estabelecidas e enraizadas aqui. Ainda apegados a uma possível permanência numa terra que foi prometida. Logo verão que não há mais trabalho para todos. Ali é apenas indicação cerrada.  Não há uma demanda para tantos trabalhadores. Muitos voltam desiludidos. Outros voltam revoltados.
Os crimes violentos tornam-se recorrentes. É normal em fins de semana ou feriados prolongados, ocorrerem de seis a oito mortes terríveis. Trânsito e acertos de contas. A policia, naturalmente corrupta e naturalmente incompetente nada pode fazer e nem sabe o que fazer. Não  há preventiva, inteligência, nada. Semana passada prenderam dois rapazes negros de 16 e 19 anos com sete pedras de crack.  Prendeu o mais velho por trafico. Imaginem, mesmo com as orientações de Brasília, 7 pedras ser trafico é um absurdo, com 19 anos, negro e pobre. Como pode ser traficante. Mas esta preso, cumpre o “flagrante”. Quando digo falta de inteligência nesta crise, falo da cela, a comida, a conta de água e luz com mais este pobre ali contido apenas aumenta a demanda por mais verbas publicas.

Assim, as empresas loteadoras – as incorporadoras que fizeram o que quiseram para ampliar a área urbana – começam a jogar a toalha e demitir. A Buriti ordenou corte de 80% do seu pessoal. A VALE mineradora enfrentou uma paralização de três dias. Suas reduções e cortes incomodam seus funcionários, recordistas de produção e produtividade.

As grandes lojas estão vazias. Grandes supermercados e lojas – ainda acreditando em premissas e estudos falsos sobre a cidade aportam aqui para perderem dinheiro e se decepcionarem. Não há mais vida saudável em Parauapebas.
Enquanto isto, prefeito e vereadores fazem seu jogo de morte: inviabilizam o futuro e a possível solução para a cidade, enquanto é tempo. Parecem não entender que enfrentamos uma crise terminal. Sem médicos, remédios ou possibilidade de tratamento. Quem viver, verá.


terça-feira, 10 de março de 2015

Valmir da Integral deposto ou porque Lulu Bergantim...



Porque Lulu Bergantim
não atravessou o Rubicon



Comparando...
Com este texto iniciei as analises do governo Valmir da Integral. Era o retrato e feitio de Lulu Bergantim. Não imagina que minhas criticas e observações acertaria tanto. Erros colossais, truculência, desrespeito a lei, falta de governança. Na verdade imaginava sim, conheço Valmir há mais de 20 anos. Double face e manipulador deparou finalmente com gente mais esperta, menos sensível e se ferrou, deu nisso ai: mais dois anos perdidos para nossa cidade. E num momento critico, em que cruzam os erros e faltas da VALE e nossos erros. Precisamos frear agora a loucura em exportar cada vez mais e mais minério, mesmo com seu preço aviltado. Precisamos repensar o destino da cidade. Um distrito industrial sustentável, um melhor aproveitamento da reserva florestal, uma gestão competente e de futuro juntamente com lideres capacitados e decididos e enfrentar uma nova realidade para nos. Valmir foi vencido pela inercia, pela incapacidade, pelos grupos de poder (leiam ANALISE DE PODER, publicado) e interesses mesquinhos que infestaram seu governo.  Diferentemente do amalucado Lulu Bergantim, o titubeante Valmir da Integral vai embora sem deixar saudades, derrotado pela sua própria inépcia e covardia. Sugado pelos diletos secretários mentirosos e de fachada e por seus entes próximos e queridos, com quem dividia  sua intimidade, ele se vai com seus  sonhos e com a possibilidade de redenção perdidos para sempre. Agora são novos tempos, precisamos deixar Lulu, ou Valmir retornar para seu ostracismo e a partir de então, cuidarmos para não permitir novos Lulus ou Valmir se tornarem tão poderosos. Podem nos deixar a ver navios...






Lulu Bergantim veio de longe, fez dois discursos, explicou por que não atravessou o Rubicon, coisa que ninguém entendeu, expediu dois socos na Tomada da Bastilha, o que também ninguém entendeu, entrou na política e foi eleito na ponta dos votos de Curralzinho Novo. No dia da posse, depois dos dobrados da Banda Carlos Gomes e dos versos atirados no rosto de Lulu Bergantim pela professora Andrelina Tupinambá, o novo prefeito de Curralzinho sacou do paletó na vista de todo mundo, arregaçou as mangas e disse:
— Já falaram, já comeram biscoitinhos de araruta e licor de jenipapo. Agora é trabalhar!

E sem mais aquela, atravessou a sala da posse, ganhou a porta e caiu de enxada nos matos que infestavam a Rua do Cais. O povo, de boca aberta, não lembrava em cem anos de ter acontecido um prefeito desse porte. Cajuca Viana, presidente da Câmara de Vereadores, para não ficar por baixo, pegou também no instrumento e foi concorrer com Lulu Bergantim nos trabalhos de limpeza. Com pouco mais, toda a cidade de Curralzinho estava no pau da enxada. Era um enxadar de possessos! Até a professora Andrelina Tupinambá, de óculos, entrou no serviço de faxina. E assim, de limpeza em limpeza, as ruas de Curralzinho ficaram novinhas em folha, saltando na ponta das pedras. E uma tarde, de brocha na mão, Lulu caiu em trabalho de caiação. Era assobiando "O teu-cabelo-não-nega, mulata, porque-és-mulata-na-cor" que o ilustre sujeito público comandava as brochas de sua jurisdição. Lambuzada de cal, Curralzinho pulava nos sapatos, branquinha mais que asa de anjo. E de melhoria em melhoria, a cidade foi andando na frente dos safanões de Lulu Bergantim. Às vezes, na sacada do casarão da prefeitura, Lulu ameaçava: 
 —Ou vai ou racha!

E uma noite, trepado no coreto da Praça das Acácias, gritou:
—Agora a gente vai fazer serviço de tatu!

O povo todo, uma picareta só, começou a esburacar ruas e becos de modo a deixar passar encanamento de água. Em um quarto de ano Curralzinho já gozava, como dizia cheio de vírgulas e crases o Sentinela Municipal do "salutar benefício do chamado precioso líquido". Por força de uma proposta de Cazuza Militão, dentista prático e grão-mestre da Loja Maçônica José Bonifácio, fizeram correr o pires da subscrição de modo a montar Lulu Bergantim em forma de estátua, na Praça das Acácias. E andava o bronze no meio do trabalho de fundição quando Lulu Bergantim, de repente, resolveu deixar o ofício de prefeito. Correu todo mundo com pedidos e apelações. O promotor público Belinho Santos fez discurso. E discurso fez, com a faixa de provedor-mor da Santa Casa no peito, o Major Penelão de Aguiar. E Lulu firme:
— Não abro mão! Vou embora para Ponte Nova. Já remeti telegrama avisativo de minha chegada. 

Em verdade Lulu Bergantim não foi por conta própria. Vieram buscar Lulu em viagem especial, uma vez que era fugido do Hospício Santa Isabel de Inhangapi de Lavras. Na despedida de Lulu Bergantim pingava tristeza dos olhos e dos telhados de Curralzinho Novo. E ao dobrar a última rua da cidade, estendeu o braço e afirmou:
— Por essas e por outras é que não atravessei o Rubicon! 

Lulu foi embora embarcado em nunca-mais. Sua estátua ficou no melhor pedestal da Praça das Acácias. Lulu em mangas de camisa, de enxada na mão. Para sempre, Lulu Bergantim.

José Cândido de Carvalho (1914 -1989), foi jornalista, contista e romancista. Vida premiada e espetacular, citado.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

os diamantes que estão sob as solas dos pés...

Estudo de especialistas confirma impactos da mineração no país

Atividade gera um conjunto de consequências ambientais e socioeconômicas

Vereadores, os cuidados para com o rápido enriquecimento talvez os faça esquecer do curto espaço de tempo que terão por aqui. Nesta legislatura destacou-se o G5, motivo de grande honra e respeito para todos  nos que acreditamos em evolução, responsabilidade e liderança sustentável. Os indecisos e os apoiadores da dissidia alcunhado por Valmir da Integral, nem deveriam estar por esta casa. Mas estão e votam. A todos nosso apelo para a salvação. do Planeta, de nossas vidas. Não podemos permitir com uma legislação frouxa e insustentável, continuar permitindo o saque de nossos riquezas minerais. leis locais precisam ser discutidas e protegido nosso em torno. precisamos trazer a tona QUE AS MINERADORAS TEM OBRIGAÇÃO DE NEGOCIAR COM OS AFETADOS POR SUA DEPREDAÇÃO UMA LICENÇA SOCIAL COMPENSATÓRIA. ESTA É A NOVA PAUTA!

Segundo ele, em muitos países, além de uma licença ambiental, se exige que a atividade mineradora  negocie previamente uma licença social com a população do território onde pretende se instalar.


As consequências da devastação promovida pela VALE e seus prefeitos corruptos é muito mais grave no estado do Pará, território livre e sem lei. Os crimes acontecem a  luz do dia e nada é resolvido. Com um governador perdido em si, inconsequente - Simão Jatene e sua troupe, incluindo ai Valmir da Integral – hoje com iguais poderes ou até maiores que o próprio Jatene – prefeito de Parauapebas, a rica província mineral do  Carajás brilha com seu faturamento de 7,2 bilhões de dólares num único exercício fiscal. O superávit ultrapassa os bilhões haja visto a cidade não ter hospitais, esgoto correndo a céu aberto, prostituição infantil, sendo a 6º cidade mais violenta do pais, com uma população de apenas 180 mil habitantes. Não tem energia elétrica, internet, maquina de hemodiálise, hemocentro ou qualquer outro aparato de proteção ou cuidado com as pessoas que vieram para cá em busca de um sonho patrocinado pela VALE. A DEVASTAÇÃO DE QUE FALAMOS pega a todos e a tudo: arvores, mata, bichos, gente. Honra, moral, esperança, fé. Vemos diariamente um maracanã ser transferido de local, do complexo e inexplorado ecossistema de ganga para as praias e portos a 20 mil km de distancia, centro da Ásia, China. É muita loucura, é um desvario global. Assistimos calados e oprimidos porque o governo brasileiro é sócio da VALE e a tudo patrocina. Não temos como lutar, as forças são demasiado desiguais. Mas podemos ler e pensar o que publica a imprensa. E nos espelharmos nas entrelinhas e fazer de nossa, a mensagem.

Durante os últimos três anos, pesquisadores do Centro de Tecnologia Mineral (CEFEM) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação estudaram 105 territórios em 22 estados brasileiros que sofreram impactos da mineração, e confirmaram que a extração de minerais é uma atividade “extremamente impactante nas regiões onde está instalada". A atividade gera "um conjunto de consequências ambientais e socioeconômicas”, de acordo com o pesquisador do CEFEM, Francisco Rego Chaves Fernandes.

A pesquisa resultou no livro “Recursos Minerais e Comunidade: impactos humanos, socioambientais e econômicos”, que pode ser baixado na internet para consulta na página do CEFEM (www.cetem.gov.br). Francisco Fernandes  relatou que as consequências são verificáveis em termos de queixas das populações, danos à flora, à fauna e à água e poeira no ar.

Doutor em Engenharia Mineral, Fernandes explica que uma das questões ambientais  mais complicadas nos territórios de mineração diz respeito à água, pois “o reuso da água ainda é um sonho e as práticas de sustentabilidade estão muito atrasadas”. Ele lembrou que o Brasil depende hoje de um modelo exportador que gera riqueza e reservas importantes para o país mas, ao mesmo tempo, os territórios acabam sendo fragmentados com isso. “Há um conflito muito grande porque o país tem muitas áreas sensíveis, como as áreas indígenas, de populações tradicionais como os quilombolas e áreas de preservação ambiental, o que resulta em muitas queixas”.

Fernandes destacou o papel importante desempenhado pelo Ministério Público Federal (MPF), que tem exigido que as mineradoras se comportem o mais possível dentro de boas práticas sustentáveis. “Mas esse é um caminho muito longo. A impressão que dá é que somos muito permissivos com isso”. Segundo ele, em muitos países, além de uma licença ambiental, se exige que a atividade mineradora  negocie previamente uma licença social com a população do território onde pretende se instalar.

Há no Brasil,   conforme Fernandes, “uma licença ambiental pouco fiscalizada e bastante frouxa e nenhuma licença social, e a mineração parece ter predominância sobre tudo e sobre todos”. O resultado apresenta, de um lado, montanhas de dólares e de outro, cidades inchadas como Carajás, no Pará, principal empreendimento minerador brasileiro, que em dez anos viu a sua população crescer 300%, indicou.  Em contrapartida, os serviços de infraestrutura, entre os quais se destaca o saneamento básico, são precários, afirma o pesquisador.
Um abuso  detectado em territórios indígenas são os garimpeiros que entram para pegar ouro e diamantes e os assoreamentos provocados nos rios por materiais para uso imediato da construção civil. A produção é de baixíssimo teor de ouro, porque uma tonelada de terra tem apenas  um grama de ouro. “Isso é feito com água, com produtos químicos”, segundo Fernandes.
De acordo com o estudo, estão em funcionamento no país 3 mil minas e 9 mil mineradoras, além de uma centena de garimpos legais e clandestinos. O setor mineral emprega cerca de 200 mil trabalhadores e responde por 4% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma dos bens e serviços fabricados no país. Os investimentos programados pelo setor somam US$ 75 bilhões entre 2012 e 2016.

O estudo aponta que os estados com maiores problemas são Minas Gerais e Pará, “porque são os maiores estados produtores de substâncias minerais metálicas, como ouro, zinco, chumbo, minério de ferro, bauxita, que é o minério do alumínio, cujos problemas são mais complicados”.

Fernandes acredita que o estudo poderá servir de subsídio ao Congresso Nacional para a votação do marco mineral brasileiro: “É importante quando a gente mostra os impactos socioeconômicos da mineração”. Ele levanta questões como empobrecimento, aumento da prostituição e, em alguns casos, trabalho infantil em regiões mais longínquas, como Marabá (PA), onde crianças e jovens, na faixa de 12 a 14 anos, são colocados para trabalhar  com carvão vegetal para produção de ferro gusa. Sem falar nos impactos ambientais, com destaque para poluição da água, assoreamento dos rios, desmatamento, erosão, mudança da paisagem do solo, danos à flora e à fauna.

Segundo o pesquisador, o estudo pode subsidiar também o MP, associações e movimentos sociais que tratam dessas questões, e caminhar  para casos de sucesso, que seriam acordos  entre mineradoras e comunidades afetadas para que a atividade fosse sustentável ou controlável.

Nesse sentido, salientou o acordo firmado entre a empresa Alcoa e a população ribeirinha do município de Juruti (PA), após intenso conflito. A mineradora investiu US$ 1 bilhão no empreendimento e a  contrapartida para os moradores somou US$ 40 milhões, sob a forma de escolas, hospital e ações de empreendedorismo, que criaram  uma economia local que gera renda e emprego na própria região.