quarta-feira, 13 de junho de 2012

A ÁRVORE DA VIDA


SOBRE A PRECIFICAÇÃO DOS ATIVOS NATURAIS



Uma árvore  milenar, que sempre produziu sombra,    frutos e protegeu o solo a sua volta, gerando incontáveis novas arvores,  estava na rota de uma nova estrada a ser construída para entregar o minério explorado ao porto, distante 800 km. Feitos todos os cálculos, o custo da estrada será de    setenta  milhões. Contemplam estes gastos, a abertura da estrada, o deslocamento de materiais, salários, manutenção de máquinas e indenizações.  A derrubada da árvore milenar compõe este custo com valor irrisório, quase imperceptível. Nem sequer é um custo a considerar.
Mas nada foi dito sobre o valor da árvore. Em seus milenares anos de existência, sequestrou cem milhões de toneladas de carbono, limpando o ar dos arredores, e como a terra é uma esfera fechada, ajudou a limpar o ar do mundo inteiro. De suas folhas os nativos e moradores locais extraem um liquido milagroso, que cura o câncer, bronquites e HPV. Salvou milhares de vida, por fornecer sem custo estes remédios que os laboratórios gastam milhões apenas  em pesquisas para se ter certeza de sua eficácia. Populações inteiras andavam quilômetros para chegar até a árvore da vida. Os moradores próximos ganhavam sim algum dinheiro para hospedar estes doentes, fornecer alimentos, dormida, banhos. Toda uma cadeia de serviços incluindo todos os suprimentos para amenizar o sofrimento humano foi introduzida ao redor da árvore.

Agora, para construir a estrada que levará o minério até o porto e de lá para alem do mar, vai-se arrancar a árvore da vida, que esta, justamente no leito planejado da extensa ferrovia. Os planos estão adiantados. A mina de ferro produzirá milhões de toneladas anuais e todos os compromissos com os governos das potencias compradoras precisam ser cumpridos, haja visto que estes governos ajustaram seus projetos para receber o minério. O menor custo será perseguido para compensar as longas distancias que os navios terão de percorrer alem mar.
Tudo transcorre como  planejado, discutido e acertado até que os sábios engenheiros ambientais da empresa responsável pelo minério,  chegarem  até a vila da árvore. Ali deparam com uma economia não mineral forte, consistente e ambientalmente correta. Não podem cortar a arvore da vida, mesmo porque, sua magia faz florescerem centenas de outras árvores igualmente milagrosas. Os negócios gerados,  para a manutenção da arvore é grande e precisa ser calculado. 

Quanto vale a árvore da vida?
Sua seiva milagrosa é em função de sua idade? O carbono seqüestrado, este se tem meios técnicos para calcular, mas a árvore em si, valera pelo que vai deixar de produzir?  Então quanto vale cada vida salva pela arvore ao longo de centenas de anos?  Quanto vale cada folha ou cada litro ou grama de sua seiva?
Após cálculos exaustivos, derivativos incríveis,  mágicas fantásticas da engenharia econômica, chega-se ao valor da arvore: 900 milhões de dólares, é quanto vale cada arvore da vida. Isto a um valor de 900 dólares por cada vida salva, apenas pelos que foram curados pela arvore da vida, um milhão de pessoas ao longo de 50 anos. Não entrou na conta as riquezas geradas em torno da arvore, apenas na ótica das vidas salvas.

Mas os engenheiros da estrada de minérios não sabiam como lidar com a nova situação:  a estrada precisa ser concluída, há acordos internacionais para a entrega do minério e prazos devem ser cumpridos. A árvore da vida, na verdade daqueles engenheiros,  é um estorvo. Salvar vidas, mas que coisa mais antiga.  O que salva vidas é o minério de ferro, seus resultados para a china e outros países. Com os recursos governo e empresas compram alimentos, adubos, eletrônicos, constroem navios, casas, prédios, hospitais, escolas. Experimentam um respeito entre seus pares, outros países que precisam também vender produtos da produção básica e de transformação. Não conseguem visualizar vantagens na manutenção da árvore da vida e se dispõe a destruí-la.

Mas  a reação daquela comunidade é intensa. Não podem e não vão permitir a destruição da natureza, tão prodiga com eles. Afinal,  tudo que possuem tem sua origem na árvore da vida. Seus lares, sua saúde, sua relação familiar, a tranquilidade da comunidade, a estabilidade dos relacionamentos, a admiração de outras comunidades. Vários países do mundo, que seus cidadãos também usufruíram dos milagres da árvore da vida saem em sua defesa. Reúnem-se num bloco e promovem encontros internacionais para alterarem as leis e manter viva a árvore da vida.

Aos poucos, começam a chegar noticias de árvores semelhantes,  com suas comunidades felizes e saudáveis, em perfeita harmonia com o meio ambiente no Nepal, na Mongólia, na Louisiana, no Peru, na China, no Laos, no Ira, em Israel e por toda a África. Justificam sua ausência na Europa pela destruição sistemática que estes povos causaram em seu solo e a violência com que arrancaram esta espécie dos outros países dominados, ainda nas etapas iniciais do seu desenvolvimento.
Diante do impasse e após 20 anos da descoberta internacional, nada foi feito para definitivamente manter a árvore da vida, protegê-la. Os grupos continuam nas mesmas posições: uns a favor, outros contra. A empresa dona da estrada alega que o desvio custaria milhões e o custo do minério se tornaria proibitivo, seria necessário encontrar outro mineral para substituí-lo. Não vem sentido gastar tanto para preservar aquele ambiente  isolado .

Nestes últimos 20 anos foram salvas exatas 400 mil vidas. A economia verde, em torno da árvore cresceu de 3% a 8% todos os anos, devido ao aumento da demanda por remédios, resultante do agravamento das condições ambientais em toda a esfera. A busca por alternativas de tratamento multiplicaram-se nestes últimos vinte anos e a arvore da vida, todas elas, espalhadas pelo planeta cumprem a cada dia seu papel primordial de aliviar a dor e a angustia dos homens. De salvá-los, de si mesmos.

Paulo Souza – ExclusivaConsultoria – Inverno 2012.

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sábado, 14 de abril de 2012

POLITICOS, A CAMPANHA 2012 SERÁ UM RITO DE PASSAGEM PARA AS MELHORES CABEÇAS!

A EXCLUSIVA CONSULTORIA, seu especializado ESCRITÓRIO PARAENSE DE ESTUDOS POLITICOS e a agencia TARGET, estão prontos para a campanha 2012, em todos os perfis de cargos e candidatos. Agende sua visita.
Nosso modelo de gestão de campanha, gestão de imagem e dados, seguem parâmetros das melhores escolas e consultorias de marketing político.
Somos locais, com grande e especial conhecimento das reais demandas sociais, econômicas e de desenvolvimento regional. Não somos ligados a grupos e nem temos candidato.
Temos nossas opiniões lastreadas em dados e fatos. Nossos cálculos de possibilidades são baseados em modelos matemáticos e estatísticos. Sabemos quais candidatos tem potencial e quais serão figurantes nesta campanha.

A nova era da política profissional
Candidatos e grupos batem cabeça, uns a disfarçar seus acordos, outros na perplexidade de não terem trabalhado um plano ao longo dos anos, deixando tudo ao sabor dos noventa dias de campanha.
Diversos grupos orçaram serviços e incapazes de visão de longo alcance, hoje batem cabeça. Grupos contrataram consultorias do sul. Não terão privacidade ou novas idéias/desafios e não serão eleitos.


Perfis de possíveis candidatos:

Rui  Vassourinha.  A grande novidade política de Parauapebas. Tem futuro. Os grupos financiadores, ao ignorar este rapaz revelam a visão tosca e antiga da política local. Podemos com este garoto (33 anos, fundador do Manbol, suplente de deputado estadual) usufruir de uma mudança nos paradigmas da relação com VALE, da própria sociedade e da câmara dos vereadores. Foi sondado por Valmir da Integral para ser seu vice.
Coutinho ou Milton. Fortíssimos candidatos. Com a máquina nas mãos e no ritmo das obras e recursos, se a campanha for somente nos noventa dias, ganham. Tem a mobilização e a uniao do partido a seu favor. E a pasmaceira social, alem dos fortes e poderosos acordos políticos e financeiros. Seja qual for o candidato, o vice será do PMDB. Com a total impossibilidade legal de Bel Mesquita participar deste pleito, o nome será Joao Fontana. Não há alternativas.

Odilon. Ridícula idéia. Mesmo patrocinando o carnaval, emprestando dinheiro para a liga ou se oferecendo ao partido, jamais o  PMDB, dos fortíssimos Joao Fontana, Bel Mesquita, aceitariam este azarão. Não tem mística ou capacitação por ser caolho, não enxergar na direção da modernidade.
Massud. Este não tem valores e não se percebe. Canastrão por excelência não saberia nem o que fazer se prefeito. É candidato a eterno vereador como Juca. Daqui uns 20 anos talvez adquira maturidade para alianças e supere desavenças bestas com todos. Qual é o discurso deste vereador? O eterno debate do sim senhor, certo.
Chico das Cortinas, se trabalhar mais cinco anos, se candidatar a vereador para retomar  o sabor do povo, talvez tenha chance em 2020. Pessoalmente gosto e respeito muito este homem, até hoje o único que fez algo por esta cidade.
Valmir da integral. Na frente nas “pesquisas” que nunca sabemos quais os responsáveis, quais modelos ou métodos de análise, mas credenciado pela votação expressiva a deputado estadual. Não resiste a esta campanha e não acredito que a leve até o fim. Um governo Valmir da Integral será um caos para Parauapebas. Caracterizado por sua hesitação costumeira e ao instinto de se proteger  protelando decisões, estaria muito melhor numa aposentadoria digna, após tantos anos lutando para manter a famigerada Integral de pé. Secretários fortes fatiariam a prefeitura e a corrupção, os compromissos e a dividas serão duramente exponenciadas, levando o que resta da cidade ao caos.
Raimundo cabeludo e Claudio Almeida. Realmente não teremos  novidade nesta campanha. Todos aliados do PT num ou noutro momento da trajetória recente deste partido no poder, a perplexidade de reconhecer que NÃO HÁ OPOSIÇÃO EM PARAUAPEBAS não é tardia ou extemporânea. São  a multiplicidade de interesses, acordos, montanhas de dinheiro publico de ninguém e a rotatividade e não permanência de eleitores. Não se pode esperar nada mesmo destes dois. Uma campanha já é, em si, uma intervenção maluca nos assuntos e anseios desta cidade.


Sentimos falta de Faisal, de Adelson, de Joelma (mulheres), de lideranças do movimento social  e de jovens talentos preparados para mudar o paradigma de cidade de corruptos, ladrões, oportunista e aproveitadores. jovens ousados que alterem a superestrutura ideológica da comarca, devolvendo-a a empreendedores e empresas, retirando destes políticos irresponsáveis tamanha responsabilidade.
Mas como não combinamos com o povo, que são os donos dos votos, nada esta decidido e teoricamente todos tem possibilidade de assinar um orçamento anual de quase 600 milhões  de reais, ou cerca de 300 milhões de dólares. É pouco?



À IMAGEM DO CHEFE
Dilma começa a trocar o uniforme de gestora eficiente pela fantasia
de candidata simpática: o objetivo é se apropriar do estilo de Lula para

herdar parte de sua popularidade


Depois de ser derrotado em três eleições, Lula reapareceu com a imagem remodelada na eleição de 2002. Passou a usar ternos bem cortados, cuidou da aparência e, principalmente, deixou de lado o discurso radical que assustava parte do eleitorado. A ministra Dilma Rousseff, candidata do governo à Presidência, está no mesmo laboratório operando sua transformação. Nos sete anos de ministério, Dilma ficou conhecida pela austeridade, inclusive no trato com auxiliares e colegas, pela falta de tato político, o que já lhe rendeu brigas e desafetos dentro do próprio partido, o PT, e pela dificuldade em se comunicar. Parecem problemas intransponíveis para quem deseja enfrentar com a mínima possibilidade de êxito uma campanha eleitoral que promete ser uma das mais acirradas dos últimos anos. A metamorfose já mostra os primeiros sinais. Na semana passada, durante a inauguração dos estúdios de uma emissora de TV, Dilma brincou de atriz com o presidente Lula, que manejava uma câmera. Depois, em um jantar com parlamentares do PP, fez questão de ir à cozinha cumprimentar os funcionários da casa. Em outro evento, em São Paulo, abraçou e beijou catadores de lixo que participavam de uma feira de reciclagem. Por fim, a ministra, que nunca teve muita afinidade com questões ambientais, tem revelado inédita preocupação ecológica, a ponto de ser nomeada para chefiar a delegação brasileira que vai participar de uma conferência da ONU sobre o clima.

"Dilma está mais simpática, mais sorridente e consciente do que se deve fazer em uma campanha", afirma um membro de seu staff. Exemplo disso é que, há duas semanas, a ministra esteve em um almoço com (continua...)


O cenário político atual é emblemático para a compreensão do sucesso e do potencial que nossa empresa tem para o crescimento local, Carajás, Parauapebas, sul do Pará e VALE. Desde a primeira campanha da Meire Vaz que trabalhamos garimpando talentos para a política local. Já citamos em postagens anteriores as míticas figuras do Ney, do Evaldo da Opção, do Valmir da Integral, do Rui Vassourinha, todos elaborados e alimentados em nossos laboratórios. Nossos planos de marketing, de sustentação de imagem e gerenciamento de produto, rivalizam com qualquer consultoria de marketing estratégico. E estamos aqui, por anos e anos trabalhando e intervindo no crescimento social, econômico e sociológico da região. Somos a consultoria que realmente participou do desenvolvimento da cidade, das novas situações e arranjos de crescimento e desenvolvimento. Estamos no mercado há vinte anos, participando, construindo, reelaborando.



Somos da EXCLUSIVA CONSULTORIA. SOMOS ON DEMAND!































segunda-feira, 26 de março de 2012

POLITICOS, AS CONSULTORIAS LOCAIS PODEM FAZER MUITO POR VOCES. ACORDEM!


A EXCLUSIVA CONSULTORIA e seu ESCRITÓRIO PARAENSE DE ESTUDOS POLITICOS

Nosso modelo de gestão de campanha, gestão de imagem ou destruição, seguem parâmetros das melhores escolas do marketing político. E não precisamos estar no sul para sermos antenados. Com perfil definido na criação de imagens publicas e vencedoras aqui em Parauapebas e com planejamento de grandes políticos locais, nos habilitamos ao inédito trabalho baseado em decisivo conhecimento das especificidades locais. Leiam o que podemos e queremos fazer por vocês.

A reconstrução da ministra

O governo e os marqueteiros moldam o novo perfil de Dilma Rousseff
a ser apresentado aos eleitores: mineira, simpática, afável, de discurso
simples e antenada com temas ambientais


Montagem sobre foto Sergio Dutti/AE e Ed Ferreira/AE

À IMAGEM DO CHEFE
Dilma começa a trocar o uniforme de gestora eficiente pela fantasia
de candidata simpática: o objetivo é se apropriar do estilo de Lula para
herdar parte de sua popularidade

Depois de ser derrotado em três eleições, Lula reapareceu com a imagem remodelada na eleição de 2002. Passou a usar ternos bem cortados, cuidou da aparência e, principalmente, deixou de lado o discurso radical que assustava parte do eleitorado. A ministra Dilma Rousseff, candidata do governo à Presidência, está no mesmo laboratório operando sua transformação. Nos sete anos de ministério, Dilma ficou conhecida pela austeridade, inclusive no trato com auxiliares e colegas, pela falta de tato político, o que já lhe rendeu brigas e desafetos dentro do próprio partido, o PT, e pela dificuldade em se comunicar. Parecem problemas intransponíveis para quem deseja enfrentar com a mínima possibilidade de êxito uma campanha eleitoral que promete ser uma das mais acirradas dos últimos anos. A metamorfose já mostra os primeiros sinais. Na semana passada, durante a inauguração dos estúdios de uma emissora de TV, Dilma brincou de atriz com o presidente Lula, que manejava uma câmera. Depois, em um jantar com parlamentares do PP, fez questão de ir à cozinha cumprimentar os funcionários da casa. Em outro evento, em São Paulo, abraçou e beijou catadores de lixo que participavam de uma feira de reciclagem. Por fim, a ministra, que nunca teve muita afinidade com questões ambientais, tem revelado inédita preocupação ecológica, a ponto de ser nomeada para chefiar a delegação brasileira que vai participar de uma conferência da ONU sobre o clima.

"Dilma está mais simpática, mais sorridente e consciente do que se deve fazer em uma campanha", afirma um membro de seu staff. Exemplo disso é que, há duas semanas, a ministra esteve em um almoço com (continua...)

O cenário político atual é emblemático para a compreensão do sucesso e do potencial que nossa empresa tem para o crescimento local, Carajás, Parauapebas, sul do Pará e VALE. Desde a primeira campanha da Meire Vaz que trabalhamos garimpando talentos para a política local. Já citamos em postagens anteriores as míticas figuras do Ney, do Evaldo da Opção, do Valmir da Integral, do Rui Vassourinha, todos elaborados e alimentados em nossos laboratórios. Nossos planos de marketing, de sustentação de imagem e gerenciamento de produto, rivalizam com qualquer consultoria de marketing estratégico. E estamos aqui, por anos e anos trabalhando e intervindo no crescimento social, econômico e sociológico da região. Somos a consultoria que realmente participou do desenvolvimento da cidade, das novas situações e arranjos de crescimento e desenvolvimento. Estamos no mercado há vinte anos, participando, construindo, reelaborando. Somos da EXCLUSIVA CONSULTORIA. SOMOS ON DEMAND!

terça-feira, 13 de março de 2012

Não tem lugar melhor para ganhar dinheiro

José Rinaldo largou o emprego de gerente do Banco de Goiás para se transformar num dos maiores empresários de Parauapebas

Gustavo Poloni, enviado especial a Parauapebas | 12/05/2010 05:15


O empresário José Rinaldo Alves de Carvalho sempre foi uma pessoa precoce. Natural de Ceres, cidade de 19 mil habitantes em Goiás, começou a trabalhar aos 12 anos como office boy do Agrobanco. Dez anos e uma mudança de emprego depois, já era gerente do Banco do Estado do Goiás (BEG). Quando todo mundo acreditava que faria uma carreira bem-sucedida na instituição financeira, Zé Rinaldo largou tudo para ser sócio de um supermercado em Parauapebas, no sudeste do Pará. Deu certo. Aos 37 anos, seu patrimônio inclui hoje três supermercados, quatro hotéis, uma operadora de turismo, um restaurante e duas fazendas. “Não tem lugar melhor para ganhar dinheiro”, diz o empresário.

Zé Rinaldo tem 12 empresas, mas prefere não revelar o faturamento delas: medo da violência

A mudança de Zé Rinaldo para o Pará aconteceu meio por acaso. Em 1995, seu pai viajou para a cidade ao lado de um amigo e foi apresentado para o dono de um supermercado na região. Como já trabalhava com varejo na sua cidade natal, logo percebeu tratar-se de um bom negócio. Quando voltou para Goiás, perguntou ao filho se ele queria ser seu sócio. Zé Rinaldo não pensou duas vezes: pediu demissão do BEG e, com R$ 19 mil em mãos, mudou-se para Parauapebas em janeiro de 1996. Durante quatro anos, trabalhou 16 horas por dia para fazer o supermercado dar certo. “Logo as outras oportunidades de negócio foram surgindo”, diz o empresário.
O mais novo empreendimento de Zé Rinaldo é o hotel Átrium, considerado o mais luxuoso da cidade. Com mais de 300 quartos e diárias a partir de R$ 200, durante a semana sua lotação está sempre esgotada. Isso porque grande parte das suítes estão ocupadas por funcionários da Vale que acabaram de ser transferidos para Parauapebas ou estão de passagem pela cidade para trabalhar na mina maior mina de ferro a céu aberto do mundo. “A empresa tem planos de investir bilhões de reais na região”, afirma Zé Rinaldo. “Isso vai ajudar a gerar muitas oportunidades”. Nos próximos meses, vai investir R$ 4 milhões no lançamento da sua 13ª empresa: uma engarrafadora de água mineral.

Apesar de ser um dos empresários mais bem sucedidos da região, Zé Rinaldo tenta levar uma vida discreta. Perguntado sobre o faturamento das suas empresas, muda logo de assunto. “Tenho medo da violência”, afirma ele. Quando não está cuidando dos negócios, divide seu tempo entre a Associação Comercial, Industrial e Serviços de Parauapebas (Acip), da qual é presidente, e suas duas fazendas. Ao falar da maior delas, chamada Fazenda Sul Carajás, abre um sorriso e puxa um pedaço de papel enrolado do fundo da sala. Sobre a mesa, mostra o tamanho da propriedade: 1,5 mil hectares, 1,5 mil cabeças de gado e muita mata virgem. “É só lá que consigo relaxar”, afirma.

À sombra da Vale, cidade cresce mais do que a China


No centro de uma grande província mineral, Parauapebas tem crescimento de 20% ao ano e já é a 4º cidade que mais exporta no País


Nestes textos que seguem, como consultoria vamos abrir um debate sobre os benefícios que mineradora VALE traz para Parauapebas. Ou para aqueles que se dão bem com a empresa, e assim passam a usufruir de seus benefícios diretos. Para todos os efeitos, somos beneficiários indiretos de sua presença na região. O UNIQUE SHOPPING já esta construído e lucrando. Todos os personagens desta reportagem estão muito bem, obrigado. Não temos alternativa de desenvolvimento a não ser entregar as reservas de ferro, a floresta, todos os bichos e animais sequer conhecidos. O texto é de maio de 2010 mas continua atualíssimo. O material deste foi retirado do site IG, aba economia.

ATENÇÃO: Gustavo Poloni, enviado especial a Parauapebas | 12/05/2010 05:16

Quem chega de carro a Parauapebas (PA) se depara com um outdoor no qual está escrito: “Suas compras serão aqui”. Instalado na rodovia PA-275, ele indica o local em que será aberto o Unique Shopping, o primeiro do sudeste do Pará. Com inauguração prevista para o segundo semestre, ele terá 14,5 mil metros quadrados, 126 lojas, quatro salas de cinema, um hipermercado, 700 vagas de estacionamento e investimento de R$ 46 milhões.

O Unique Shopping é mais um entre os vários empreendimentos lançados nos últimos meses em Parauapebas. Localizada no centro de uma das maiores províncias minerais do mundo, a cidade cresce em ritmo acelerado desde que foi fundada, em 1988. De lá para cá, a população aumentou 15 vezes, a economia se expande em média 20% ao ano – o dobro da taxa registrada na China – e, no ano passado, ficou em quarto lugar na lista dos municípios brasileiros que mais exportaram.

O motivo por trás do crescimento da cidade paraense tem nome: Vale. Com mais de 10 mil funcionários, a mineradora produz 300 mil toneladas de minério de ferro por dia nas quatro minas. No ano passado, quando o mundo se recuperava da crise econômica, a produção chegou a 84,5 milhões de toneladas. Como grande parte dela vai parar em fornos de siderúrgicas fora do Brasil, Parauapebas ficou em quarto lugar na lista dos municípios que mais exportam – atrás de São Paulo, Angra dos Reis (RJ) e São José dos Campos (SP).

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, em 2009 foram enviados R$ 3,8 bilhões para o exterior. “Parauapebas vive em função da Vale”, diz José Rinaldo Alves de Carvalho, empresário e presidente da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Parauapebas (Acip). De acordo com ele, 100 novas empresas se instalam na cidade todos os anos. As 650 registradas na associação respondem por um terço do Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 3 bilhões, segundo números de 2007 do IBGE. 
Antes mesmo de ser fundada, Parauapebas já tinha uma relação de dependência com a Vale. A província mineral de Carajás foi descoberta por acidente em 31 de julho de 1967 pelo geólogo Breno Augusto dos Santos. Ele sobrevoava a região quando o helicóptero teve de fazer um pouso de emergência numa clareira. Ao se dar conta de que a falta de árvores não era resultado da ação do homem, mas da canga (tipo de rocha na qual cresce uma vegetação típica de solos ricos em minério de ferro), concluiu que ali havia uma jazida a ser explorada. Acertou em cheio. A implantação da primeira mina da Vale em Carajás atraiu funcionários da empresa e prestadores de serviço, que criaram um distrito a 160 quilômetros de Marabá. A mina começou a operar em 1985 e, um ano depois, teve início um movimento separatista. Em maio de 1988, quando tinha 10 mil habitantes, Parauapebas virou cidade. 
A mina da Vale na Serra dos Carajás, em Parauapebas: exportação de R$ 3,8 bilhões em 2009
Os primeiros empreendedores a chegar aos sudeste paraense encontraram um lugar com muita oportunidade de negócios. Nascido em Campinas, no interior de São Paulo, o engenheiro Ourivaldo Mateus foi para Parauapebas em 1981 como funcionário da Vale. Quando a empresa abriu um programa de demissão voluntário 13 anos depois, decidiu que era hora de tentar melhorar de vida. Com o dinheiro da rescisão, montou a Séculos, empresa de sondagem. Hoje, suas empresas faturam R$ 15 milhões ao ano. Histórias como a de Mateus são comuns em Parauapebas. Carlos Alberto Correia da Silva largou a loja em Goiás para tentar a sorte na cidade. Ao lado de dois irmãos, chegou à cidade com R$ 30 mil e montou uma banca de hortaliças. Hoje, é um dos donos de dois supermercados que, juntos, faturam R$ 30 milhões ao ano. “Isso aqui é o nosso Eldorado”, afirmou Silva.

A fama de Eldorado (país lendário e cheio de riquezas que existiria na América do Sul) ainda atrai muita gente para Parauapebas. Ninguém sabe ao certo quantas pessoas desembarcam na cidade, mas entre os moradores é comum ouvir que esse número esteja perto de três mil pessoas ao mês. Uma parte deles chega de trem. Três vezes por semana, o trem para 1,1 mil pessoas sai de São Luiz, no Maranhão, percorre 892 quilômetros e passa por 25 cidades e povoados antes de chegar a Parauapebas. A bordo, pessoas vindas de várias partes do Nordeste, principalmente do Maranhão, que buscam emprego e, principalmente, uma vida melhor. Numa segunda-feira de abril, José Augusto Serra desembarcou na cidade com uma mochila nas costas e pouco dinheiro no bolso. Não sabia onde passaria a primeira noite, mas já tinha programa para o dia seguinte. “Amanhã cedo saio em busca de trabalho”, disse Serra.
 
De acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Parauapebas tem 150 mil habitantes. Nos próximos cinco anos, esse número deve dobrar. Para abrigar tanta gente será preciso construir pelo menos 50 mil casas. De olho nesse filão, foram lançados dois bairros planejados na cidade. O mais novo deles é da construtora e incorporadora Nova Carajás. Em outubro do ano passado, a empresa começou a vender o primeiro lote de 2,8 mil terrenos de um projeto que leva seu nome. Voltado para moradores de alta renda, ele oferece aos moradores escolas, bancos e centros comerciais numa área de 11 milhões de metros quadrados. Com 20 mil terrenos, bairro tem valor de venda de R$ 800 milhões. O outro se chama Cidade Jardim e é voltado para os migrantes como Serra. Dos oito mil terrenos colocados à venda desde o ano passado, apenas 10% não foram vendidos. “Tem gente de toda parte comprando terra aqui”, afirmou o corretor Amarildo Soares dos Reis.
A riqueza gerada pelos minérios encontrados na região não mudou a paisagem apenas em Parauapebas. Nos próximos meses, outros municípios do sudeste do Pará devem passar por uma grande transformação socioeconômica. O principal deles é Canaã dos Carajás, que já foi um distrito de Parauapebas e se emancipou há 17 anos. Desde que a Vale começou a extrair cobre, em 2002, a cidade saltou mais de duas mil posições no ranking dos municípios que mais evoluíram no PIB. A grande transformação, no entanto, acontecerá nos próximos meses, quando entrar em funcionamento uma mina de minério de ferro, a Serra Sul (ou S11D, como é chamada pelos técnicos da Vale). Com jazida de 11 bilhões de toneladas, é considerada a maior do mundo e vai dobrar a produção anual da mineradora. Não será surpresa se, em breve, Canaã dos Carajás estiver entre os municípios brasileiros que mais exportam.

A riqueza gerada pelos minérios encontrados na região não mudou a paisagem apenas em Parauapebas. Nos próximos meses, outros municípios do sudeste do Pará devem passar por uma grande transformação socioeconômica. O principal deles é Canaã dos Carajás, que já foi um distrito de Parauapebas e se emancipou há 17 anos. Desde que a Vale começou a extrair cobre, em 2002, a cidade saltou mais de duas mil posições no ranking dos municípios que mais evoluíram no PIB. A grande transformação, no entanto, acontecerá nos próximos meses, quando entrar em funcionamento uma mina de minério de ferro, a Serra Sul (ou S11D, como é chamada pelos técnicos da Vale). Com jazida de 11 bilhões de toneladas, é considerada a maior do mundo e vai dobrar a produção anual da mineradora. Não será surpresa se, em breve, Canaã dos Carajás estiver entre os municípios brasileiros que mais exportam.